domingo, 20 de março de 2016

Ressurreição (Risen, 2016)

O clima investigativo deste longa adaptado da bíblia (parece que todos os gêneros resolveram dá uma pitadinha noir ultimamente), é a grande diferença dos outros que vimos anteriormente. Com isso Ressurreição se torna um filme menos desinteressante para este momento em que filmes bíblicos estão vindo com força total.




Ao contrário de "Exodos: Deuses e Reis" e "Noé" que são super produções, este aqui é bem mais humilde e nos leva para um ponto menos explorado na história de Cristo no cinema. O filme começa exatamente quando Jesus está sendo crucificado e o foco é mesmo no que aconteceu com o corpo, que não se encontra no jazigo da família lacrado pelo próprio tribuno Clavius (Joseph Fiennes) iniciando assim a busca. E num ritmo de filme policial, a trama prende o expectador até desvendar o mistério.



Figurino e maquiagem são simples mesmo os romanos não têm tanto glamour, a cinematografia é boa, mas tive a sensação de está vendo uma produção bem pequena, embora interessante por algumas boas fotografias, talvez fosse mesmo a intensão do diretor Kevin Reynolds demostrar mais simplicidade na produção. As interpretações não são as melhores mas também não decepcionam. Os atores entregam o que o filme sugere. Enquadramentos tentam fazer milagres ao tentar dar uma impressão de grande batalha, logo no inicio do filme, não funciona mas, pelo menos não temos aquela já batida cena em slow motion (câmera lenta no meio da ação) que me cansa os olhos. E os efeitos visuais em determinados momentos deixam muito a desejar. 



Cliff Curts é o ator neozelandês que interpreta Jesus, para mim uma ótima escolha, embora não tenha sido a melhor das interpretações, ele foge do padrão loiro, cabeludo de olhos azuis e só aí já ganhou pontos comigo. Tom Felton faz cara de Malfoy (vilãozinho de Harry Potter) e também não apresenta sua melhor interpretação. Sem grandes surpresas o interessante neste longa é o ponto de vista do romano sobre a história. O filme é mediano, não ousa, e é despretensioso, apenas apresenta sua versão e pode até emocionar os mais sensíveis.




Veja o trailer:

Recomendo para quem gosta de filmes bíblico e históricos.