quarta-feira, 21 de junho de 2017

FILTH, 2013.

Finalmente hoje, eu consegui assisti a este filme que estava na minha lista de "filmes que preciso assistir", e foi uma ótima surpresa. Ah, e antes de mais nada, este longa é adaptado do livro "Filth" escrito pelo escocês IrVine Welsh, o mesmo escritor de "Trainspotting" também adaptado para o cinema em 1996. Então pode ser que, algumas semelhanças não sejam meras coincidências.


"Bruce Robertson (James McAvoy) é um homem viciado em cocaína, misantropo, bipolar e obcecado por sexo. Ah, ele também é um policial, responsável por investigar um assassinato brutal. Na verdade, Bruce deseja mais do que encontrar o culpado: ele pretende usar este caso para conseguir uma promoção e voltar para sua esposa e filha." 

Veja o trailer:


Pelo trailer já dá pra perceber que este é um filme daqueles que você precisa ficar atento para perceber que, nem tudo é o que parece, ou, que ele tem muito mais a dizer do que você imagina. 
A trilha sonora é sensacional temperando bem o clima alucinado que o protagonista nos propõe, intensificando o drama e o humor exagerado totalmente dentro do contexto. Humor britânico, diga-se de passagem.


A atuação excepcional de James McAvoy vale cada minuto e já me ganhou nos primeiros minutos. O diretor faz um ótimo trabalho no desenvolvimento dos personagens, são ótimos atores e atuações realmente marcantes. O trabalho de câmera com ângulos que focam e desfocam dos atores e objetos de cena é também um acerto da direção para nos deixar ainda mais tontos com tanta informação... E pense rápido! O filme pode parecer confuso no início e vai ficando mais surreal a medida que acompanhamos a história, não pense que você vai querer parar de ver pois, quando as coisas começam a clarear, é que a moral da história cai sobre nós, pesada, sombria e ainda assim nos força a sorrir da desgraça alheia. Neste momento enxergamos o quanto é significativo e pessoal esta trama. Uma crítica direta à sociedade pela valorização da superficialidade, do prazer momentâneo e a solidão crescente e camuflada. É claro, um pouco mais exagerado do que na realidade, mas talvez seja para onde estamos caminhando.


Com muito humor negro, sexo, drogas e crueldade, ele vai te prender até o fim, te levando à gargalhadas (eu ri muito alto!) e também à reflexão. E as cabeças mais pensantes vão perceber o quanto podemos tirar de tudo isso, refletimos sobre nós mesmos quanto a este anti-herói, que no final ainda podemos entendê-lo ou ainda ter simpatia por ele, mesmo sentindo vergonha por isso. 

Dirigido por: Jon S. Baird
Com: James McAvoy, Jamie Bell, Joanne Froggatt
Nacionalidade: Reino Unido