sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Transcendence: A Revolução (Transcendence,2014).

O filme deixa a gente com gostinho de quero mais, um roteiro simples para uma discussão grandiosa, também poderia ser mais explorado, mas isso não faz do filme um fracasso. Na época em que vi no cinema, as pessoas foram cruéis, certamente não entenderam. 

Assim como "Ela" de Spike Jonze, este filme tem seu lado romântico o amor está presente e é tão explicito quanto em "Interestelar" (muitos não vão entender o comentário). Mas o filme não é só sobre isso. A nanotecnologia é discutida como forma de cura. Quem gosta desse tema, física quântica, o sacríficio pelo desenvolvimento tecnológico ligado a evolução humana, AI, e conhece um mínimo sobre o assunto, pois não são assuntos populares, terá mais chance de gostar desta ficção científica.



O Dr. Will Caster (Johnny Depp) é o mais famoso pesquisador sobre inteligência artificial da atualidade. No momento ele está trabalhando na construção de uma máquina consciente que conjuga informações sobre todo tipo de conteúdo com a grande variedade de emoções humanas. O fato de se envolver sempre em projetos controversos fez com que Caster ganhasse notoriedade, mas ao mesmo tempo o tornou o inimigo número 1 dos extremistas que são contra o avanço da tecnologia e por isso mesmo tentam detê-lo a todo custo. Só que um dia, após uma tentativa de assassinato, Caster convence sua esposa Evelyn (Rebecca Hall) e seu melhor amigo Max Waters (Paul Bettany) a testar seu novo invento nele mesmo. Só que a grande questão não é se eles podem fazer isto, mas se eles devem dar este passo.


Johnny Depp é um cientista de renome, um personagem sério e ele está bem, porém estático por muito tempo, na minha interpretação ele apenas segue o propósito. Morgan Freeman está bem, em seu papel de "mentor Morgan Freeman". Rebecca Hall e Paul Bettany desempenham bem seus papeis e carrega o longa. Quem gosta de filmes ficção cientifica que abordam a inteligencia artificial, já está acostumado a alguns clichês, não tem como fugir disso. Porém é preciso ler nas entrelinhas, mas o ritmo do filme não ajuda muito, fica enfadonho a partir do segundo ato. Tem reviravoltas bem interessantes, porém o longa não se aprofunda em nada, e esse, para mim, é o ponto fraco da trama, é uma série de pontas que ficam soltas, o roteiro não tem furos, tem buracos mesmo! E as pontas que se encaixam deixam a desejar. Não dá para falar muito sem revelar sobre a trama.

Assista ao trailer:


Não é um filme para se explicar, é quase um "Matrix" sem ação e menos carismático, mas ainda assim um assunto que está a frente de muitos deste tempo. Eu mesmo tive dificuldade de assimilar algumas coisas pela complexidade, mas me deixei levar, afinal, é um sci-fi. O roteiro é fraco, pretensioso mas não se sustenta, problemas de direção e montagem também gritam aos olhos, apenas a fotografia é muito boa, a cinematografia é perfeita. A narrativa se esforça, dá para sentir o quanto é incrível os temas abordados, mas pode não satisfazer a todos, é lenta. 
Recomendo apenas para quem tem a mente aberta e não se apega a explicações, o tema é ótimo mas o filme é razoável.