sexta-feira, 29 de abril de 2016

Capitão América: Guerra Civil (Captain America: Civil War, 2016)

Inspirado nos quadrinhos intitulado "Guerra Civil", este é um dos melhores filmes de super-heróis do Universo Cinematográfico Marvel. O grande quebra-cabeça que este estúdio vem montando desde "Capitão América: O Primeiro Vingador", tem uma maravilhosa "conclusão" com este longa, que para muitos pode parecer uma sequência de Vingadores (como Vingadores 2.5), mas é só a primeira impressão, ao desenrolar da trama fica claro que é uma sequência direta e muito bem amarrada de "Capitão América: O Soldado Invernal", seguido dos acontecimentos de "Vingadores: A Era de Ultron", mas que definitivamente é um filme do Steve Rogers.





Este é sem dúvidas, o filme mais maduro dos estúdios Marvel, as piadas estão lá à todo vapor, em todos os níveis, mas nunca nos cansam, pois o roteiro é simples, bem escrito, é bem pensado, os diálogos são bem construídos, é muito natural. E quando muda o tom, fica pesado, sem nunca parecer exagerado, a narrativa é excelente e dá o toque certo para o desenvolvimento da trama. A direção faz um excelente trabalho e a química entre os atores, coisa que já se estabeleceu há muito tempo, continua forte, mesmo com a chegada dos novos integrantes.

Steve Roges (Chris Evans) e Tony Stark (Robert Downey Jr.) estão em lados opostos, e mesmo que você escolha um lado, espere para entrar em curto circuito, pois o roteiro nos apresenta argumentos muito bons e suficientes para gente entrar em conflito interno, principalmente quando a Guerra começa de fato. Para quem assistiu "O Soldado Invernal", sabe que tivemos uma pegadinha lá, aqui não rola pegadinha a coisa é séria, vai ficando cada vez mais tensa, e se os argumentos para ficar do lado do Homem de Ferro ou do Capitão América ainda não te convenceram do lado que você vai ficar, prepare-se para fortes emoções.



O que ainda me incomoda é o vilão, Daniel Brühl, é um ótimo ator, mas seu vilão não tem presença, falta carisma, a Marvel ainda não acertou, Loki continua sendo disparado o melhor vilão da série de filmes. Outra participação que não funcionou é a do, também grande ator, Martin Freeman, seu personagem poderia ter sido interpretado por qualquer outro ator, pois não faria diferença. Mas tudo isso é pouca coisa perto dos novatos Tom Holland, como Homem-Aranha e Chadwick Boseman com seu Pantera Negra. O que dizer da apresentação desses personagens? Vou precisar de um parágrafo inteiro.





Tom Holland é o meu Peter Parker dos sonhos!!! Sagaz, moleque curioso, e principalmente carismático, eu já esperava algo assim vindo da Marvel para este personagem (mas confesso que não esperava tanto!), era a minha última esperança, até então todos os atores que interpretaram o Cabeça de Teia nos cinemas, ou era o Peter perfeito, ou era o Homem-Aranha perfeito (ou quase isso!), mas aqui muda tudo, quem conhece o Homem-Aranha dos quadrinhos e das animações mais antigas vai se deliciar com este, todos vão, pois este é o amigo da vizinhança, que nós todos esperávamos. E quando acaba a gente quer mais, e isso é um ótimo sinal. Essa sensação se repete quando vemos Chadwick Boseman em ação, é o personagem que mais me impressionou, eu não esperava que ele tivesse tanto a nos dizer, só vi o Pantera Negra nos quadrinhos juntos aos Vingadores, eu quero mais, minhas expectativas para o filme solo dele aumentaram muito.

Veja o trailer:

A trilha sonora é instigante, o trabalho de arte e cinematografia estão em prefeita harmonia com o CGi, a direção é impecável há uma equilíbrio entre os efeitos visuais e a cenografia, imperceptível o uso do chroma key (aquela tela verde usada para inserir a computação gráfica). Sequências de ação intensas com edição de imagens competente e enquadramentos amplos, as sequências de luta são bem coreografadas, nada fica de fora ou confuso, é tudo muito claro como se nós estivéssemos lá, é de tirar o fôlego literalmente. O Visão (Paul Bettany) tem um visual muito bom, sua textura é fantástica, um excelente resultado de maquiagem e computação gráfica. O confronto no aeroporto é a cena perfeita, uma sequência de ação que por si só já vale o ingresso. Paul Rudd com seu Homem-Formiga é impagável, ele se integrou muito bem a equipe (quem lê os quadrinhos sabe que ele é um dos fundadores dos Vingadores), aqui ele faz toda a diferença com uma participação de peso e diálogos hilários.



Se o roteiro tem algum furo, pode ter certeza que não será nada que vai abalar seu entusiasmo, e se há algum diálogo desnecessário, fique tranquilo, quando tudo acabar você só vai se lembrar que este filme entregou tudo que prometeu com excelência. Saí do cinema com a sensação de ter visto o melhor filme de ação do ano, mesmo já sabendo que seria bom, ainda conseguiu me surpreender, não vi o tempo passar. Ponto para Marvel, parabéns pelo excelente trabalho. 


Corra para o cinema, divirta-se e não esqueça as cenas pós-créditos. Sim, são duas cenas e vale a pena ficar até a última letra!