quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

O Regresso (The Revenant, 2016)

Inspirado numa história real, dirigido e co-escrito pelo renomado cineasta, vencedor do Oscar 2015 (por Birdman), Alejandro González Iñárritu, e olha... há grandes chances dele ser bicampeão do Oscar nesta temporada. 
The Revenant é um dos grandes favoritos, merecidamente com 12 indicações.


O longa tem uma narrativa lenta, mas está longe de ser cansativa. Os planos sequências são incríveis, de verdade, in-crí-veis!!! Iñárritu deixa sua marca, a edição é perfeita, com enquadramentos inovadores que jogam o espectador diretamente no drama do protagonista, dentro do filme mesmo, com alguns takes bem longos que exigem ainda mais da performance dos atores, e nos brinda com uma das cenas de ação mais bem dirigida do ano. 


As locações são belíssimas, fotografia e iluminação completam uma cinematografia que é uma verdadeira obra de arte. Pra ter uma ideia do que estou falando e do trabalho bem feito neste longa, o filme foi rodado apenas com iluminação natural. O resultado a gente ver no cinema, é de deixar o queixo caído.




Efeitos sonoros e montagem de som, são muito nítidos, a edição de som é exemplar, é mais um ponto alto que envolve o espectador, assim como a trilha sonora que tem um ruido hipinótico, muda constantemente de acordo com a ação, aumenta a tensão em alguns momentos, tanto que fiquei com dores nos dedos de tanto apertá-los, gostei muito mesmo. 



Já o roteiro não é assim tão inovador, mas é muito bem escrito, se levarmos em consideração que é um filme inspirado em fatos, fica mais fácil aceitar a sua previsibilidade. 

Os efeitos visuais e efeitos especiais dão aquele toque final ao longa, porém é a natureza que dá o toque principal ao filme, este é um exemplo de que um grande filme não precisa ser montado em tela azul (ou verde) para visualmente ser fantástico.
Outra coisa que eu quero destacar é a maquiagem, os ferimentos do protagonista são tão realistas que fica até difícil encarar. 





E Leonardo DiCaprio, é Hugh Glass, um caçador de peles que é deixado para trás pelo grupo, a própria sorte. Todo mundo já sabe que ele é atacado por um urso pardo, e esta cena... Ah, esta cena é fantástica, e o urso, realmente merece o Oscar. Não... péra!
Piadas à parte, DiCaprio está muito bem sim, acho que dessa vez o tão esperado Oscar está mais próximo dele do que nunca, ele expressa toda sua dor no olhar, tanto a dor física, quanto a dor emocional, em poucos diálogos e muita agonia. Mas, confesso que já o vi em interpretações tão boas quanto esta ou melhor, porém desta vez me parece que ninguém está assim à altura... Eddie Redmayne?? No, please! 


 Quem também merece sua estatueta como Ator Coadjuvante é Tom Hardy, o cara é uma fera, e eu gostei muito da atuação dele. Domhnall Gleeson também tá muito bem, tem sua participação bem explorada, eu gostei muito de vê-lo vivendo esse tipo de personagem.

Vale ressaltar que este filme me lembrou muito a animação Irmão Urso (aquele da Disney, lembra?), sim, principalmente em momentos místicos e espirituais que o filme apresenta. Mas a primeira vez que eu lembrei foi logo após o ataque do urso... Quem viu vai lembrar também. Hahaha, adorei!  




O longa é uma especie de faroeste, a história se passa em 1822, quando aquele território, americano, ainda era disputado por nativos americanos, franceses, ingleses e americanos. O filme foi inspirado num antigo diário de um caçador de peles, historicamente documentado, e foi através desse diário que Leonardo DiCaprio fez o desenvolvimento do seu personagem.





Eu gostei muitíssimo, já virei fã do diretor Alejandro González Iñárritu, ele me encantou novamente, sua direção é inovadora, ousada e provocativa, gosto disso.
Para quem curte o cinema de arte, é indispensável assisti-lo no cinema. Esse filme é uma verdadeira obra prima, recomendo principalmente para os amantes da sétima arte, é um filme para ser degustado. 










 São tantas imagens bonitas que eu selecionei algumas pra mostrar para vocês, vejam abaixo, para ampliar é só clicar em cima:








 Corram para o cinema, pessoas, esse longa vale a pena.