sábado, 2 de julho de 2016

Procurando Dory (Finding Dory, 2016)

Talvez essa seja a animação mais esperada do ano, e mesmo 13 anos depois do sucesso de Procurando Nemo, Dory continua carismática com seu "baleiês" e tudo que já conhecemos.


Com gráficos de imagens cada vez mais impressionantes, temos a sensação de intimidade com o oceano, com as claras diferenças entre dia e noite no fundo do mar, ou em canos e aquários a luz do dia, e sons de altíssima qualidade, esta continuação é quase tão boa quanto o original, mas o melhor que temos aqui são as mensagens, tão despercebidas para o público infantil, são de tamanha importância para os adultos (e mais atentos!), mais uma vez a Disney e a Pixar fazem um ótimo trabalho despertando o espectador sobre assuntos tão atuais e reais a nossa volta. A perda de memória recente da "peixinha" azul tão querida é engraçado em suas piadas inocentes, e até repetitivas, mas que na verdade nos leva a refletir em relação à problemas tão sérios de pessoas com a Doença de Alzheimer por exemplo, assim como novos personagens em outras situações delicadas que são carinhosamente expostas e bem apresentadas nesta animação.

Em Procurando Dory, Marlin e Nemo tentam ajudar sua amiga a encontrar seus pais, o longa começa com flashback da baby Dory (fofura é o que não falta!) são flashs das lembranças de Dory que busca entender o que aconteceu com sua família, até o ponto em que ela encontra Marlin, procurando por seu filho (e esta história nós já conhecemos), é então que um ano após estes acontecimentos que Dory resolve sair a procura do seu passado recordando aos poucos alguns momentos da infância, reencontrando amigos e lugares familiares. No percurso, ela conhece Hank, o polvo meio rabugento que é responsável pela cena menos convincente dessa aventura, que mesmo sabendo que é uma animação voltada para crianças, não é justificável tamanho exagero, ainda mais para um filme que não precisava disso, aliás ele me parece o personagem menos carismático, mas tive a impressão que isso se dá pela qualidade da dublagem em português, que é bem rouca e forçada, que ao compararmos com a dublagem original (inglês), é bem inferior. Ao contrário dos outros personagens que assim como a dubladora de Dory (Maíra Góes), também estão de parabéns.

No geral, a animação só fica atrás de Procurando Nemo em sua originalidade, pois aqui vemos muito mais do mesmo, embora seja muito mais engraçado do que o longa anterior, Dory também traz muita emoção e até deixa uma lágrima cair, é uma aventura que talvez não tenha a intenção de marcar, não é surpreendente, mas é um entretenimento delicioso tanto para a geração que torceu pelo encontro do pai em busca do filho, quanto para a nova geração que torce pela filha em busca dos pais.

Veja o trailer:



Procurando Dory é dessas animações que mesmo já sabendo o que esperar, vale a pena conferir nos cinemas, além das ótimas mensagens para adultos e crianças, a diversão é garantida.