domingo, 26 de junho de 2016

Independence Day: O Ressurgimento (Independence Day: Resurgence, 2016).

Na guerra dos terráqueos contra alienígenas, este longa é um entretenimento ensurdecedor que enche os olhos com a beleza criada com CGi bem aplicado e com sua grandiosidade na tela do cinema. O longa traz muito barulho, inúmeras referências ao primeiro filme e a nostalgia dos personagens que repetem seus papeis vividos há 20 anos atrás. Isso pode ser o suficiente para quem quer só matar a saudade do primeiro filme, alguns conseguem, outros não, pois o filme tem tudo para ser grandioso e seria se não tivesse chegado com 20 anos de atraso.


Ninguém que vai ao cinema assistir a sequencia de Independence Day, vai lá pra filosofar, ou ver um filme "cabeça", mas também não precisava ser tão superficial, sem falar que muitos filmes do gênero já fizeram coisas melhores. O diretor Roland Emmerich, não só repete a mesma formula como também os clichês mais batidos do cinema dos últimos 20 anos, e pior, não acerta com o novo elenco cujos personagens deveriam ter um mínimo de desenvolvimento, mas se limita a dizer que é filho do personagem "tal", noivo da filha de "tal personagem"... Ou seja, já não precisava apresentar os personagens antigos porque todos já conhecem, mas daí limitar o desenvolvimento dos novatos? Sem falar que a maioria deles são dispensáveis para a trama.


O filme tem 4 roteiristas e tudo que saiu foi mais do mesmo em escala maior, roteiro frágil, diálogos bobos e situações apelativas ao ponto de serem ridículas, uma delas chegou a arrancar risadas de alguns cinéfilos presentes na sala em que eu estava, a cena em questão é a morte de uma personagem que deveria trazer um peso emocional para a história, pois seu filho estava prestes a resgatá-la, mas deu errado. 


Não há química entre os novos personagens, o trio principal, não tem diálogos relevantes, o alívio cômico fica por conta de dois personagens novos (Ryan Cartwright e Travis Tope) que só estão lá para isso e não funcionam, não tem graça em nenhuma das suas piadinhas irritantes. Aliás o humor do filme quase não funciona, e acabamos por dar risadas de cenas que foram feitas na intenção de emocionar. Jessie T. Usher, o escalado para se transformar no queridinho do filme não tem carisma, o mesmo acontece com Liam Hemsworth e o resto da turma, nenhum deles tem presença para carregar o filme. E parece que não há quase nada importante a se dizer sobre o que se passou na Terra neste 20 anos.


Mesmo me esforçando muito para comprar esta continuação, é lamentável que 20 anos de espera, resultam em uma pequena frustração por conta de um filme que além de não conseguir manter o nível do primeiro em sua originalidade, em sua superficialidade ainda nos ameça com uma nova sequência que promete uma guerra interestelar, só faltou dizer: "Star Wars aí vamos nós!".
Veja o trailer:

O filme é um divertimento vazio que, tirando o valor nostálgico, se limita à beleza visual do CGi em grande escala em suas batalhas e cenas de catástrofe. Mas se você não se importa em ir ao cinema apenas para ver um 3D que funciona muito bem. Boa diversão!