domingo, 26 de junho de 2016

Como Eu Era Antes De Você (Me Before You, 2016).

Mesmo com dificuldades financeiras, a jovem otimista Louise, consegue um emprego na casa do milionário Will que sofreu um acidente há três anos que o deixou tetraplégico, ela recebe a função de cuidar dele mas o mau-humor e o sarcasmo do rapaz de imediato mostram que sua tarefa será ainda mais difícil do que o esperado. Mas ela precisa do emprego e então com sua alegria e muita insistência consegue se aproximar do jovem e tornar seus dias mais agradáveis.


Enquanto eu assistia ao filme, muitos outros vieram na lembrança, além de A Teoria de Tudo (2015) e Meu Pé Esquerdo (1989) que até são rapidamente mencionados, Intocáveis (2012), e principalmente Tudo Por Amor (1991) que faz de Me Before You praticamente uma cópia. Mas então, o que sobrou para este? O carisma e o clima de comédia romântica que, ao se tratar de um filme com um tema bem complicado, torna-se leve com tanta fofura e diálogos divertidos.


Emilia Clark é o ponto alto para a graciosidade do filme. Louise é divertida principalmente no seu jeito de vestir que revela sua personalidade alegre e jovial. Mesmo cafona, ela não se importa com o que outros pensam sobre ela, vive intensamente. Emilia me surpreendeu, quem a conhece como a "Mãe dos Dragões" em Game Of Thrones, mal pode imaginar como ela se saiu tão convincente com suas caras e bocas (e sobrancelhas que parecem ter vida própria!) com esta personagem pra lá de carismática e romântica, chega a ser um tanto exagerada porém a gente compra sua performance.


Sam Claflin é maravilhosos em sua interpretação, na pele do jovem depressivo, ele expressa muito bem seus sentimentos, que num primeiro momento parece não está dando a devida importância ao personagem, porém num determinado momento da história nós entendemos todo aquele distanciamento. É realmente muito bom. Temos também Matthew Lewis (o Neville da saga Harry Potter) que faz o namorado de Louise, um personagem egoísta e preconceituoso. Janet McTeer e Charles Dance fazem os pais de Will, em suas pequenas aparições tem extrema importância para nos trazer de volta à seriedade do tema em questão. E Jenna Colleman (a Clara de Doctor Who), que interpreta a irmã de Louise, sua personagem também tem uma pequena participação mas que assim como os pais do Will, é mais um ponto realista do filme.
Eu não li o livro então não posso dizer como se saiu em relação a adaptação, porém, avaliando cinematograficamente, posso dizer que Jojo Moyes escreveu bem o seu roteiro (ela que é a autora do livro), se alguma coisa não foi fiel, podem reclamar com ela! O longa tem a fotografia linda, muito colorida, sempre marcando a leveza que o filme quer apresentar, em oposto ao tratar de um assunto mais sério é amenizado com locações externas bem coloridas com cenas amplas e cenários que apresentam somente o necessário para as cenas, em alguns momentos, alguns cenários dão a ideia do vazio em torno dos personagens centrais, em ambientes frios com poucos objetos de cena. Por outro lado, eu diria até que seria um contraste bem definido, por exemplo, em relação a casa de Louise e sua família, e a casa dos pais de Will. O longa apresenta um bom trabalho de cenografia e direção de arte.


A trilha sonora é atual e linda, ajuda a aumentar o impacto das cenas de romance e de emoção. 
Veja o trailer:

É um bom filme com uma história bonitinha, soa superficial pois aborda temas mais sérios embora nunca indo à fundo e isso é claramente proposital. O longa entrega o que foi prometido, uma comédia romântica previsível e encantadora. Eu recomendo.