"Toda aventura tem um começo" e para os fãs de Transformers mais um filme que vem pra engrossar o caldo da franquia.
1987. Refugiado num ferro-velho numa pequena cidade praiana da Califórnia, Bumblebee, um fusca amarelo aos pedaços, machucado e sem condição de uso, é encontrado e consertado pela jovem Charlie (Hailee Steinfeld), às vésperas de completar 18 anos. Só quando Bee ganha vida ela enfim nota que seu novo amigo é bem mais do que um simples automóvel. Assista aqui ao trailer:
Serei breve em meu comentário, mas não posso deixar de dizer que Venom é uma adaptação dos quadrinhos, ora aliado, ora vilão nas histórias do Homem-Aranha, então levando em consideração que vem do mesmo estúdio (e sem a parceria da Marvel), não era para se esperar algo que fosse muito acima de "O Espetacular Homem-Aranha" de 2012, e para mim é bem neste nível que Venom chegou.
Tom Hardy é um bom ator, mas aqui lhe falta uma boa direção, claramente podemos ver que as inconstâncias do personagem na edição final, atrapalharam sua boa atuação, mesmo assim, este é um dos pontos altos do filme, Hardy se esforça e consegue cumprir a sua parte na pele de Eddie Brock. Não posso dizer o mesmo dos personagens secundários, e Riz Ahmed que se saiu tão afetado que não dá para acreditar em seu personagem. Conclusão: bons atores que não se saíram assim tão bem, devido a direção de elenco.
O diretor Ruben Fleisher, se perde em vários momentos e os atores parecem estar por conta própria, principalmente quando a cena pede que um humano fique cara a cara com seu "parasita", o CGi não faz milagre se não tiver uma boa edição por trás. E assim, o longa vai somando alguns erros técnicos e falhas de roteiro tão bobas quanto a passagem de tempo. A edição de montagem parece confusa e o tom do filme muda constantemente, como um quebra-cabeça que não encaixa algumas peças e faltam outras.
O simbionte alienígena ficou muito bonito na tela, o CGi acerta nas cenas em que ele se apossa dos humanos e na animação facial. As cenas de perseguição são bacanas e servem para acordar a quem já estava sonolento no primeiro ato do longa, que chega a ser enfadonho até que comece a ação. A interação entre Eddie e Venom na cabeça de Hardy é bem interessante e vai melhorando ao desenrolar da trama, e apesar dos diálogos preguiçosos, tem boas tiradas. A trilha sonora é boa, mas não memorável.
Venom tá longe de ser ruim como foi "O Quarteto Fantástico"de 2015, e outros fracassos do cinema do gênero como "Lanterna Verde" e "Elektra" (filmes que curam a insônia!), é um longa mediano com uma série de problemas, poderia ser melhor se tivesse uma classificação etária para maiores, um toque gore, mas não tem!, então serve para o entretenimento mais familiar, um filme pipoca. Ah, e para quem perguntou, é melhor do que "Homem-Aranha 3"!
Um dos personagens mais conhecidos da DC Comics, Aquaman, ganha seu novo trailer com 5 minutos e 18 segundos, com fotografia que promete ser a melhor entre as adaptações do universo cinematográfico da DC.
Além de Jason Momoa como o Aquaman, o elenco traz ainda, Amber Heard (Mera), Willem Dafoe (Vulko) e Nicole Kidman (Rainha Atlanna). James Wan dirige o longa. James Wan divulgou um novo pôster:
E comentou na legenda em seu Twitter: “Um filho da terra…Um rei dos mares… Ele é o protetor das profundezas. Algo chega amanhã. #Aquaman”
A estreia está prevista para 13 de dezembro no Brasil.
Em uma jornada cinematográfica sem precedentes que está sendo elaborada há dez anos e abrange todo o Universo Cinematográfico Marvel, “Vingadores: Guerra Infinita”, da Marvel Studios, leva às telas o maior e mais mortal confronto de todos os tempos. Os Vingadores e seus aliados Super Heróis devem se dispor a sacrificar tudo em uma tentativa de derrotar o poderoso Thanos antes que seu ataque de devastação e ruína dê um fim ao universo.
O longa é uma adaptação de uma série de games lançados nos anos 80 para fliperamas. Na década de 90 foi lançado para PlayStation e outros consoles. Eita nostalgia!!!
Sinopse: O primatologista Davis Okoye (Dwayne Johnson) é um homem fechado que compartilha um vínculo inabalável com George, um gorila muito inteligente, que está sob seus cuidados desde pequeno. Porém, quando um experimento genético desonesto é feito em um grupo de predadores que inclui o primata, os animais se transformam em monstros que destroem tudo em seu caminho. Agora, Okoye tenta conseguir um antídoto para impedir que seu amigo provoque uma catástrofe global.
Direção: Brad Peyton
Elenco: Dwayne Johnson, Jeffrey Dean Morgan, Naomie Harris, Malin Åkerman, Joe Manganiello
Sinopse: "Pantera Negra" acompanha T’Challa que, após os eventos de “Capitão América: Guerra Civil”, volta para casa para a isolada e tecnologicamente desenvolvida nação africana de Wakanda, para assumir seu lugar como Rei. Entretanto, quando um velho inimigo reaparece no radar, a fibra de T’Challa como Rei e Pantera Negra é testada quando ele é levado a um conflito que coloca o destino de Wakanda e do mundo todo em risco.
Direção: Ryan Coogler Elenco: Chadwick Boseman, Michael B. Jordan, Andy Serkis, Lupita Nyong'o, Danai Gurira, Martin Freeman, Daniel Kaluuya, Angela Bassett, Forest Whitaker
Finalmente a segunda parte da lista tão desejada deste blog! É claro que filmes assim não agradarão a todos, muitos destes longas vão além do final surpreendente e exigem que sejam visto com muita atenção, a narrativa muitas vezes pode não ser linear e quem não gosta muito de pensar sobre eles, provavelmente, também não vai gostar. Mas se não for o seu caso, e filmes complexos e/ou com reviravoltas são os seus preferidos, aproveitem a lista, e podem me indicar alguns também. Não entender um filme complexo não significa que ele seja incompreendível, alguns desses filmes precisam ser avaliados como se fosse um dever de casa, um exercício para a mente e visto 3, 4, 5 vezes, faz parte apreciar a arte algumas vezes para absorve-la melhor. Então, vamos a esta lista: O Sexto Sentido (The sixth sense, 1999)
Dirigido por M. Night Shyamalan. Duração: 1h 47min. O psicólogo infantil Malcolm Crowe (Bruce Willis) abraça com dedicação o caso de Cole Sear (Haley Joel Osment). O garoto, de 8 anos, tem dificuldades de entrosamento no colégio e vive paralisado de medo. Malcolm, por sua vez, busca se recuperar de um trauma sofrido anos antes, quando um de seus pacientes se suicidou na sua frente. Pois é, este com final surpreendente é o primeiro da lista porque fui muito cobrada nas listas anteriores, hehe!! Um filme que não dá pra dizer nada sobre ele, apenas a sinopse. Seu final surpreendente fez desse filme um dos mais importantes do gênero e inspirou muitos outros. Se você ainda não assistiu, não perca mais tempo, assista hoje mesmo! Um Contratempo (Contratiempo, 2016)
Dirigido por Oriolo Paulo. Filme espanhol. Tudo está indo muito bem para Adrian Doria (Mario Casas). Seu negócio é um sucesso e lhe trouxe riqueza, sua bela esposa teve a criança perfeita, e sua amante está bem com o caso dos dois escondido. Tudo está ótimo até que Doria desperta num quarto de hotel, depois de ser atingido na cabeça, e encontra sua amante morta no banheiro, coberta com um monte de notas em euros. Com tudo o que construiu desmoronando aos seus pés, Doria recorre a melhor advogada de defesa da Espanha, Virginia Goodman (Ana Wagener), e eles tentam descobrir o que realmente aconteceu na noite anterior. A principio é uma história sobre fazer justiça, mas que apresenta alguns variados pontos de vista, e cada detalhe é muito importante, mas ao decorrer da história... Bom, melhor não dizer nada, é mais um que apresenta um final inesperado. São ótimas atuações e foge do padrão hollywoodiano de ser, e a única coisa que não me deixou mais feliz com o filme é que ele se explica demais (perde tempo), mesmo assim, se você não estiver muito atento pode se perder um pouco na narrativa. Super recomendo. El Cuerpo (2012)
Dirigido por Oriolo Paulo. Duração: 1h 51 min. Filme espanhol. O corpo de uma mulher (Belén Rueda) desaparece misteriosamente do necrotério sem deixar qualquer vestígio. O Inspetor Jaime Peña (José Coronado) investiga o estranho acontecimento com a ajuda de Alex Ulloa (Hugo Silva), o viúvo da mulher desaparecida. É uma história envolvente, que te prende do inicio ao fim, somos todos investigadores tentando descobrir, a cada minuto que passa a curiosidade e a tensão só aumentam. As atuações são brilhantes e a cinematografia junto a trilha sonora completam o clima perfeito para um ótimo suspense psicológico. Pensam que já sabem o que aconteceu??? Assistam e preparem-se para uns dos melhores filmes de suspense policial com final surpreendente. Corpo Fechado (Unbreakable, 2000)
Dirigido por M. Night Shyamalan. Duração: 1h 46 min. Em um desastre de trem todos os passageiros morrem, com exceção de David Dunne (Bruce Willis), que sai completamente ileso do acidente, para espanto dos médicos e de si mesmo. Buscando explicações sobre o ocorrido, ele encontra Elijah Price (Samuel L. Jackson), um estranho que apresenta uma explicação um tanto estranha para o fato. O filme faz excelentes analogias entre o mundo real e o universo das histórias em quadrinhos de super-heróis. Samuel L. Jackson é perfeito, eu amo este personagem. O diretor Shyamalan, que até faz uma pontinha no longa, fez um trabalho muito bom, com diálogos memoráveis, e mais uma vez com Bruce Willis no papel central. E é um filme atemporal, surpreendente. Assistam, que a sequência vem aí! Old Boy, 2003
Dirigido por Park Chan-wook. Duração: 1h 59min. Baseado no mangá japonês de mesmo nome, escrita por Nobuaki Minegishi e Garon Tsuchiya. Em 1988, Oh Dae-su (Choi Min-sik) é um homem comum, bem casado e pai de uma garota de 3 anos, que é levado a uma delegacia por estar alcoolizado. Ao sair ele liga para casa de uma cabine telefônica e logo em seguida desaparece. Pouco depois ele percebe estar em uma estranha prisão, que na verdade é um quarto de hotel. O longa tem um visual muito interessante, sua fotografia com tonalidades em verde, é angustiante e claustrofóbica, assim como a trilha sonora. O filme é tão violento quanto os do Tarantino, e um humor negro e as vezes até pastelão em alguns momentos, mas, é perturbador. Tem uma cena de pancadaria que é uma das melhores que já vi no cinema, uma sequência de tirar o fôlego (à lá Kill Bill!) em plano sequencia aberto, sem cortes, onde a câmera deslisa lateralmente acompanhando a ação, muito divertida e sem dublê. Com uma trama fantasticamente bem dirigida, o longa venceu o grande prêmio do Festival de Cannes 2004. Seu final é surpreendentemente chocante (eu só gritei "Puta merda!" umas 40 vezes, e olha que eu desconfiei!), e não é só o final, ao longo do filme há uma série de acontecimentos que eu pus as mãos nos olhos e... AAHHH!!!! Uma produção sul-coreana pra Hollywood nenhuma botar defeito (e até por isso fizeram o remake. Aff!). Uma curiosidade que vale saber: O "pedido" era de verdade e estava realmente vivo. Tem que ter muito estômago! Entendedores, entenderão. E pra quem ainda não viu: Veja. O Predestinado (Predestination, 2014)
Dirigido por Michael e Peter Spierig. Duração: 1h 38min. Um agente temporal (Ethan Hawke) encara sua última missão após anos de viagens no tempo caçando criminosos e executando a lei. O desafio final será finalmente capturar seu inimigo mais desafiador, o homem que há muito o intriga e ludibria. Esse é pra derreter o cérebro! Quando junta ficção científica e histórias complexas com viagens no tempo, eu adoro! Além de uma narrativa não linear, este filme possui muitos detalhes interessantes, num roteiro bem amarradinho e que se faz até um pouco ambicioso demais, mas que vale a pena cada descoberta. É um filme que fica com você alguns dias, e que dá vontade de assistir mais algumas vezes, principalmente pela complexidade e o final surpreendente. Primer (2004)
Dirigido por Shane Carruth. Um filme independente feito com baixíssimo orçamento (US$7.000.00) e que recebeu várias indicações e prêmios pelo mundo à fora. Aaron (Shane Carruth) e Abe (David Sullivan) são dois jovens engenheiros que realizam experiências científicas em uma garagem. O projeto mais recente em que estão trabalhando é um dispositivo que reduz o peso de um objeto em seu interior, ao bloquear a força da gravidade. A experiência faz com que a dupla realize uma descoberta que pode fazer com que tenha tudo o que quiser. Complexo nível máximo! Demorei anos para assistir este cult, e desviei de spoilers feito louca, e quando assisti precisei assisti de novo antes de dizer alguma coisa. Esse é um longa para quem curte tudo que envolve viagens temporais e seus fenômenos quânticos do mais alto nível, mas se você só curte filmes complexos e está acostumado com tramas sobre viagens no tempo e diversas linhas temporais, este filme também é pra você. Os diálogos são bem técnicos, então toda atenção é pouca para não se perder, é uma obra verdadeiramente inteligente que discute principalmente moral e ética. Super recomendo, mas se preparem para terem cérebros explodidos! Terapia de Risco (Side Effects, 2013)
Dirigido por Steven Soderbergh. Duração: 1h 46min. A trama gira em torno da jovem Emily Hawkins (Rooney Mara), que acaba de ver o marido (Channing Tatum) ser libertado da prisão por um crime de colarinho branco. Mesmo aliviada, Emily tem crises de depressão e busca a ajuda de medicamentos prescritos para conter a ansiedade. Ela também busca amparo num tratamento psicológico, lidando com profissionais (Jude Law e Catherine Zeta-Jones). O tratamento, por mais que comece de forma positiva, vai gerar consequências inesperadas na vida da jovem. Sabe esses filmes que começa um drama sem fim e quando você percebe, já está completamente envolvido? O filme é uma crítica a industria farmacêutica, o envolvimento dos médicos em testes com pacientes, mas o longa vai muito além e surpreende. Bem roteirizado, ótima direção e uma fotografia fria perfeita que retrata bem o clima daquilo que deve ser passado ao público, um filme sério com tema polêmico, não sabemos quem é vilão ou vítima. O Duplo (Double, 2015)
Dirigido por Richard Ayoade. Tímido, solitário, rejeitado pela amada, Hannah (Mia Wasikowska), Simon (Jesse Eisenberg) tem um choque ao conhecer seu novo colega de trabalho, de nome James. Fisicamente idênticos, os dois são opostos em termos de personalidade. O filme não define em que época se passa, então não sabemos se no passado ou num futuro distópico, suas cores, em tom de sépia, nos remete à algo retrô, noir, steampunk. É um filme bem complexo e vai fundo na psique botando o espectador para refletir (Clique aquipara ler a crítica completa). Filth (2013)
Dirigido por Jon S. Baird. Duração: 1h 37min.É um filme europeu. Bruce Robertson (James McAvoy) é um homem viciado em cocaína, misantropo, bipolar e obcecado por sexo. Ah, ele também é um policial, responsável por investigar um assassinato brutal. Na verdade, Bruce deseja mais do que encontrar o culpado: ele pretende usar este caso para conseguir uma promoção e voltar para sua esposa e filha. Insano, intrigante, obsceno e surreal. Nem tudo é o que parece! Uma obra que infelizmente não é muito comentada ou reconhecida, mas é um grande filme e indispensável para fãs de filmes complexos e que têm algo a dizer (Clique aqui para ler a crítica completa). Substitutos (The Surrogates, 2009)
Dirigido por Jonathan Mostow. Duração: 1h 25 min. 2054. Grande parte da população usa os androides substitutos da Virtual Self, que cumprem todos os afazeres do dia a dia e permitem que seus donos jamais tenham que sair de casa. Entretanto um terrorista tecnológico passa a assassinar os androides, causando caos geral. Ficção científica baseado na história em quadrinhos de mesmo nome lançada entre os anos de 2005-2006. Mais uma ficção científica surpreendente que tem Bruce Willis como protagonista, simplesmente imperdível que faz a gente pensar no futuro da humanidade. Reflexivo, inteligente e que recomendo fortemente.
Com a cinematografia de Cesar Charlone (Cidade de Deus e O Jardineiro Fiel), direção de Doug Liman (No Limite do Amanhã) e Tom Cruise como protagonista, esse "quase spin-off" de Narcos (série da Netflix) já vale o ingresso! Na sinopse, "a trama se passa durante a década de 1980, Barry Seal (Tom Cruise), um piloto oportunista da Trans World Airlines, é inesperadamente recrutado pela CIA para realizar uma das maiores operações secretas da história dos Estados Unidos.", o longa é superficial ao contar a sua história, com cara de documentário, ele também não é lá muito didático, é divertido e entrega o que promete: todo o carisma de Tom Cruise entre manobras aéreas, situações de sufoco e uma boa pitada de humor. O Barry Seal é um personagem da vida real, e já teve seu nome apresentado em outras ocasiões no cinema e na tv. Aqui o diretor conta essa história de forma original, a narrativa ágil prende o público mesmo quando este já sabe o desfecho.
A fotografia belíssima, muitas vezes super saturada, dá um toque especial inclusive em panorâmicas aéreas. É uma cinematografia muito bonita, com ângulos que realçam cenas em ocasiões interessantes e realistas, como é o caso em uma cena em que o protagonista é recepcionado na pista de pouso pelos homens do que seria o futuro Cartel de Medellin, nós quase sentimos o mesmo calor da cena, na poltrona do cinema gelado! O roteiro é um apanhado de "esquemas" de idas e vindas do piloto, não tem muito compromisso em fechar arcos e nem se aprofundar em nada, é um recorte de acontecimentos em sequência que funciona com a ajuda da eficiente edição montagem.
A trilha sonora é energética e engajante, tem até música clássica com direito a remix! Os efeitos sonoros também são muito bons. Quanto às atuações, Tom Cruise é quem conduz o filme ele está 100% no longa, é também um personagem diferente do que vem fazendo nos últimos anos. Também no elenco está Caleb Landry Jones interpretando o cunhado de Barry, e que possui uma participação notável, assim como Domhnall Gleeson, o "chefe" de Barry. Por outro lado temos Inexperiente Sara Wright que interpreta a esposa de Barry, não convence nem nas cenas de sexo. Outra coisa que incomoda, é o excesso da "câmera tremida", essa técnica dá um dinamismo preciso para este tipo de filme, porém em alguns enquadramentos simplesmente ela se faz desnecessária.
American Made (no original) é um filme que não tem muito para acrescentar - historicamente falando - e obviamente não está lá com este propósito, no entanto, o diretor apresenta um entretenimento com qualidades técnicas, que está fora da fórmula hollywoodiana de patriotismo com seus "heróis" e finais felizes, e entrega bastante humor, longe de ser um filme memorável mas que vale a ida ao cinema e o balde de pipoca.
O diretor David Leitch (co-diretor de John Wick), faz um ótimo trabalho mesclando uma boa história, cenas de luta e música!
Inspirada na grafic novel "The Coldest City", o longa mostra Lorraine Broughton, uma agente do MI6 que precisa encontrar informações importantes na Alemanha após a queda do Muro de Berlim e acaba se envolvendo em um jogo de espiões que pode ser letal. Em um filme de espionagem nós sempre esperamos uma história mais complexa, mais densa, não é o caso aqui, apesar da premissa ser boa, a narrativa é superficial, com reviravoltas bacanas, porém previsíveis, mas não deixa de ser uma boa história. O que é bom mesmo são as sequências de ação, um trabalho de coreografias muito bem ensaiadas e convincentes que Charlize Theron fez questão de treinar e fazer ela mesma (mesmo isso lhe custando 2 dentes!). James McAvoy, Sofia Boutella, John Goodman, Toby Jones, também estão no elenco, todos estão bem em seus personagens, mas não há nenhum grande destaque como Charlize "Badass" Theron, que está incrivelmente bem à vontade com sua personagem como não podia deixar de ser, o filme é todo dela.
A direção faz um trabalho impressionante com alguns planos sequência que são realmente criativos, um deles merece destaque, o mais longo, com quase 10 minutos, faz o público pensar que não há cortes, a edição é acertadamente perfeita, com ângulos vertiginosos e uma câmera que não deixa passar nada "girando" em quanto a coreografia do confronto sai de um ambiente para outro, é de tirar o fôlego do espectador, muito bem ensaiado e montado. Ao longo do filme as cenas de ação são de encher os olhos e sim, superam os erros de roteiro e mesmo quando não há cenas de ação, o filme consegue manter o público atento. Ótimo entretenimento.
Outro elemento que mantém o público acordado é a trilha sonora. Uma cena em que a protagonista entra em um ambiente com uma música agitada acompanhando-a para, logo em seguida, revelar que não era exatamente aquela que estava tocando no ambiente... é uma ótima sacada! A trilha nostálgica é bem montada com cenas específicas, não é exatamente uma novidade, já que em 2017 mesmo já vimos alguns filmes fazendo o mesmo e até melhor ("Guardiões da Galáxia 2", "Em Ritmo de Fuga"), mas ainda assim cumpre bem o seu papel. A mixagem de som é especialmente interessante, música, tiro, pancadaria e suspiros, funcionam bem, quase sempre pancada e música estão no mesmo tom. A fotografia tem cores frias acinzentada em cenas externas representando também a época política em que o filme se passa, e cores mais quentes em cenas internas, vermelho e azul se sobressaem de acordo com a intensidade do momento, é uma cinematografia que nos remete ao final dos anos 80 com neons em alta.
A loira atômica bate sem piedade e apanha na mesma medida. Na mesma pegada do "John Wich", o filme não deixa o espectador dormir, em sua missão ela é uma assassina implacável, e mesmo com reviravoltas não muito eficientes, em um confronto no "mano a mano" com James Bond ela o colocaria no bolso. Atomic Blonde (título original) é um ótimo cinema com pipoca que vale o ingresso.
Vem aí mais uma série da Marvel em parceria com a Netflix.
O crime não dura quando Frank Castle está por perto. O veterano de guerra é impiedoso na sua guerra contra malfeitores, alimentada pelo ódio gerado quando sua família foi pega no fogo cruzado durante um tiroteio entre mafiosos.
Suspense com boa dose de ação e uma mãe desesperada perseguindo sequestradores pela estrada em busca de seu filho. Com um roteiro raso e clichê, o longa consegue prender o espectador com as cenas de perseguição bem dirigidas, são cenas de ação com trilha sonora que funciona bem elevando a tensão boa parte do filme.
Halle Berry carrega o filme sozinha com sua ótima atuação, é ela quem dá o tom, sua personagem enlouquecida quando vê seu filho sendo levado em um carro com desconhecidos, ela cresce em seu papel e nos faz torcer para que recupere a criança, sua atuação não deixa dúvidas de quanto ela boa. Infelizmente os problemas do roteiro não deixa com que passe despercebido grandes falhas de montagem e na direção. O roteiro segue bem o primeiro ato até que a protagonista tenha o face to face com os sequestradores, a partir daí o filme toma um outro tom, e a perseguição que estava indo muito bem, da lugar para uma trama genérica e previsível.
O diretor Luis Prieto, recria o clima de suspense mas não segura por muito tempo pelas soluções previsíveis e falhas no roteiro quando se inicia o terceiro ato. O apelo por um plot twist que não funciona, poderia ter sido descartado. Mesmo assim, o clima tenso do "jogo de gato e rato" ainda consegue manter o público preso à trama, No entanto, mesmo com um ritmo acelerado o longa já começa a se tornar enfadonho. O desfecho, já esperado, poderia ter sido menos clichê se não fosse pelos minutos finais com uma explicação (de última hora) que não precisava, ou talvez fosse introduzida naturalmente ao longo da trama.
De qualquer forma, O Sequestro é um filme que apresenta bom entretenimento, com uma trama empolgante que deve agradar principalmente fãs da Halle Barry e fãs menos exigentes de perseguições implacáveis.
Sinopse: Um agradável dia no parque torna-se trágico quando Karla (Halle Berry) vê seu filho Frankie (Sage Correa), de seis anos, ser levado por dois estranhos. Sem telefone para chamar a polícia, ela precisa perseguir os sequestradores por conta própria.