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domingo, 28 de outubro de 2018

Trailer: Maus Momentos no Hotel Royale


Sete estranhos, cada um com um segredo para enterrar, encontram-se no Royale de Lake Tahoe, um hotel decadente com um passado sombrio. Ao longo de uma noite fatídica, todos terão uma última chance de redenção antes que tudo vá para o inferno. Jeff Bridges, Chris Hemsworth, Jon Hamm, Dakota Johnson e Cynthia Erivo lideram um elenco de estrelas em Maus Momentos no Hotel Royale.

Assista ao trailer:


17 de janeiro nos cinemas.
Veja alguns cartazes que foram divulgados:











sábado, 14 de outubro de 2017

Filmes Complexos e/ou com Finais Surpreendentes - Parte II

Finalmente a segunda parte da lista tão desejada deste blog!
É claro que filmes assim não agradarão a todos, muitos destes longas vão além do final surpreendente e exigem que sejam visto com muita atenção, a narrativa muitas vezes pode não ser linear e quem não gosta muito de pensar sobre eles, provavelmente, também não vai gostar. Mas se não for o seu caso, e filmes complexos e/ou com reviravoltas são os seus preferidos, aproveitem a lista, e podem me indicar alguns também. 

Não entender um filme complexo não significa que ele seja incompreendível, alguns desses filmes precisam ser avaliados como se fosse um dever de casa, um exercício para a mente e visto 3, 4, 5 vezes, faz parte apreciar a arte algumas vezes para absorve-la melhor. Então, vamos a esta lista:


O Sexto Sentido (The sixth sense, 1999)



Dirigido por  M. Night Shyamalan. Duração: 1h 47min. 
O psicólogo infantil Malcolm Crowe (Bruce Willis) abraça com dedicação o caso de Cole Sear (Haley Joel Osment). O garoto, de 8 anos, tem dificuldades de entrosamento no colégio e vive paralisado de medo. Malcolm, por sua vez, busca se recuperar de um trauma sofrido anos antes, quando um de seus pacientes se suicidou na sua frente. 
Pois é, este com final surpreendente é o primeiro da lista porque fui muito cobrada nas listas anteriores, hehe!! Um filme que não dá pra dizer nada sobre ele, apenas a sinopse. Seu final surpreendente fez desse filme um dos mais importantes do gênero e inspirou muitos outros. Se você ainda não assistiu, não perca mais tempo, assista hoje mesmo!

Um Contratempo (Contratiempo, 2016)



Dirigido por Oriolo Paulo. Filme espanhol.
Tudo está indo muito bem para Adrian Doria (Mario Casas). Seu negócio é um sucesso e lhe trouxe riqueza, sua bela esposa teve a criança perfeita, e sua amante está bem com o caso dos dois escondido. Tudo está ótimo até que Doria desperta num quarto de hotel, depois de ser atingido na cabeça, e encontra sua amante morta no banheiro, coberta com um monte de notas em euros. Com tudo o que construiu desmoronando aos seus pés, Doria recorre a melhor advogada de defesa da Espanha, Virginia Goodman (Ana Wagener), e eles tentam descobrir o que realmente aconteceu na noite anterior. 
A principio é uma história sobre fazer justiça, mas que apresenta alguns variados pontos de vista, e cada detalhe é muito importante, mas ao decorrer da história... Bom, melhor não dizer nada, é mais um que apresenta um final inesperado. São ótimas atuações e foge do padrão hollywoodiano de ser, e a única coisa que não me deixou mais feliz com o filme é que ele se explica demais (perde tempo), mesmo assim, se você não estiver muito atento pode se perder um pouco na narrativa. Super recomendo.

El Cuerpo (2012)



Dirigido por Oriolo Paulo. Duração: 1h 51 min. Filme espanhol.
O corpo de uma mulher (Belén Rueda) desaparece misteriosamente do necrotério sem deixar qualquer vestígio. O Inspetor Jaime Peña (José Coronado) investiga o estranho acontecimento com a ajuda de Alex Ulloa (Hugo Silva), o viúvo da mulher desaparecida.

É uma história envolvente, que te prende do inicio ao fim, somos todos investigadores tentando descobrir, a cada minuto que passa a curiosidade e a tensão só aumentam. As atuações são brilhantes e a cinematografia junto a trilha sonora completam o clima perfeito para um ótimo suspense psicológico. Pensam que já sabem o que aconteceu??? Assistam e preparem-se para uns dos melhores filmes de suspense policial com final surpreendente.

Corpo Fechado (Unbreakable, 2000)


Dirigido por  M. Night Shyamalan. Duração: 1h 46 min. 
Em um desastre de trem todos os passageiros morrem, com exceção de David Dunne (Bruce Willis), que sai completamente ileso do acidente, para espanto dos médicos e de si mesmo. Buscando explicações sobre o ocorrido, ele encontra Elijah Price (Samuel L. Jackson), um estranho que apresenta uma explicação um tanto estranha para o fato. O filme faz excelentes analogias entre o mundo real e o universo das histórias em quadrinhos de super-heróis. Samuel L. Jackson é perfeito, eu amo este personagem. O diretor Shyamalan, que até faz uma pontinha no longa, fez um trabalho muito bom, com diálogos memoráveis, e mais uma vez com Bruce Willis no papel central. E é um filme atemporal, surpreendente. Assistam, que a sequência vem aí!

Old Boy, 2003



Dirigido por Park Chan-wook. Duração: 1h 59min. 
Baseado no mangá japonês de mesmo nome, escrita por Nobuaki Minegishi e Garon Tsuchiya. Em 1988, Oh Dae-su (Choi Min-sik) é um homem comum, bem casado e pai de uma garota de 3 anos, que é levado a uma delegacia por estar alcoolizado. Ao sair ele liga para casa de uma cabine telefônica e logo em seguida desaparece. Pouco depois ele percebe estar em uma estranha prisão, que na verdade é um quarto de hotel. O longa tem um visual muito interessante, sua fotografia com tonalidades em verde, é angustiante e claustrofóbica, assim como a trilha sonora. O filme é tão violento quanto os do Tarantino, e um humor negro e as vezes até pastelão em alguns momentos, mas, é perturbador. Tem uma cena de pancadaria que é uma das melhores que já vi no cinema, uma sequência de tirar o fôlego (à lá Kill Bill!) em plano sequencia aberto, sem cortes, onde a câmera deslisa lateralmente acompanhando a ação, muito divertida e sem dublê. Com uma trama fantasticamente bem dirigida, o longa venceu o grande prêmio do Festival de Cannes 2004. Seu final é surpreendentemente chocante (eu só gritei "Puta merda!" umas 40 vezes, e olha que eu desconfiei!), e não é só o final, ao longo do filme há uma série de acontecimentos que eu pus as mãos nos olhos e... AAHHH!!!! Uma produção sul-coreana pra Hollywood nenhuma botar defeito (e até por isso fizeram o remake. Aff!). Uma curiosidade que vale saber: O "pedido" era de verdade e estava realmente vivo. Tem que ter muito estômago! Entendedores, entenderão. E pra quem ainda não viu: Veja. 

O Predestinado (Predestination, 2014)


Dirigido por Michael e Peter Spierig. Duração: 1h 38min.
Um agente temporal (Ethan Hawke) encara sua última missão após anos de viagens no tempo caçando criminosos e executando a lei. O desafio final será finalmente capturar seu inimigo mais desafiador, o homem que há muito o intriga e ludibria. 
Esse é pra derreter o cérebro! Quando junta ficção científica e histórias complexas com viagens no tempo, eu adoro! Além de uma narrativa não linear, este filme possui muitos detalhes interessantes, num roteiro bem amarradinho e que se faz até um pouco ambicioso demais, mas que vale a pena cada descoberta. É um filme que fica com você alguns dias, e que dá vontade de assistir mais algumas vezes, principalmente pela complexidade e o final surpreendente

Primer (2004)


Dirigido por Shane Carruth. Um filme independente feito com baixíssimo orçamento (US$7.000.00) e que recebeu várias indicações e prêmios pelo mundo à fora.
Aaron (Shane Carruth) e Abe (David Sullivan) são dois jovens engenheiros que realizam experiências científicas em uma garagem. O projeto mais recente em que estão trabalhando é um dispositivo que reduz o peso de um objeto em seu interior, ao bloquear a força da gravidade. A experiência faz com que a dupla realize uma descoberta que pode fazer com que tenha tudo o que quiser. 
Complexo nível máximo! Demorei anos para assistir este cult, e desviei de spoilers feito louca, e quando assisti precisei assisti de novo antes de dizer alguma coisa. Esse é um longa para quem curte tudo que envolve viagens temporais e seus fenômenos quânticos do mais alto nível, mas se você só curte filmes complexos e está acostumado com tramas sobre viagens no tempo e diversas linhas temporais, este filme também é pra você. Os diálogos são bem técnicos, então toda atenção é pouca para não se perder, é uma obra verdadeiramente inteligente que discute principalmente moral e ética. Super recomendo, mas se preparem para terem cérebros explodidos!

Terapia de Risco (Side Effects, 2013)


Dirigido por Steven Soderbergh. Duração: 1h 46min.

A trama gira em torno da jovem Emily Hawkins (Rooney Mara), que acaba de ver o marido (Channing Tatum) ser libertado da prisão por um crime de colarinho branco. Mesmo aliviada, Emily tem crises de depressão e busca a ajuda de medicamentos prescritos para conter a ansiedade. Ela também busca amparo num tratamento psicológico, lidando com  profissionais (Jude Law e Catherine Zeta-Jones). O tratamento, por mais que comece de forma positiva, vai gerar consequências inesperadas na vida da jovem.
Sabe esses filmes que começa um drama sem fim e quando você percebe, já está completamente envolvido? O filme é uma crítica a industria farmacêutica, o envolvimento dos médicos em testes com pacientes, mas o longa vai muito além e surpreende. Bem roteirizado, ótima direção e uma fotografia fria perfeita que retrata bem o clima daquilo que deve ser passado ao público, um filme sério com tema polêmico, não sabemos quem é vilão ou vítima. 


O Duplo (Double, 2015)


Dirigido por Richard Ayoade.
Tímido, solitário, rejeitado pela amada, Hannah (Mia Wasikowska), Simon (Jesse Eisenberg) tem um choque ao conhecer seu novo colega de trabalho, de nome James. Fisicamente idênticos, os dois são opostos em termos de personalidade. 
O filme não define em que época se passa, então não sabemos se no passado ou num futuro distópico, suas cores, em tom de sépia, nos remete à algo retrô, noirsteampunk. É um filme bem complexo e vai fundo na psique botando o espectador para refletir (Clique aqui para ler a crítica completa).

Filth (2013)


Dirigido por Jon S. Baird. Duração: 1h 37min. É um filme europeu.
Bruce Robertson (James McAvoy) é um homem viciado em cocaína, misantropo, bipolar e obcecado por sexo. Ah, ele também é um policial, responsável por investigar um assassinato brutal. Na verdade, Bruce deseja mais do que encontrar o culpado: ele pretende usar este caso para conseguir uma promoção e voltar para sua esposa e filha. 
Insano, intrigante, obsceno e surreal. Nem tudo é o que parece! Uma obra que infelizmente não é muito comentada ou reconhecida, mas é um grande filme e indispensável para fãs de filmes complexos e que têm algo a dizer (Clique aqui para ler a crítica completa).


Substitutos (The Surrogates, 2009)


Dirigido por Jonathan Mostow. Duração: 1h 25 min.
2054. Grande parte da população usa os androides substitutos da Virtual Self, que cumprem todos os afazeres do dia a dia e permitem que seus donos jamais tenham que sair de casa. Entretanto um terrorista tecnológico passa a assassinar os androides, causando caos geral. 
Ficção científica baseado na história em quadrinhos de mesmo nome lançada entre os anos de 2005-2006. Mais uma ficção científica surpreendente que tem Bruce Willis como protagonista, simplesmente imperdível que faz a gente pensar no futuro da humanidade. Reflexivo, inteligente e que recomendo fortemente.


Gostaram? Tem mais 2 listas aqui:

Filmes complexos
Filmes com finais surpreendentes.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Segundo Trailer de Assassinato no Expresso do Oriente.


Várias pessoas estão fazendo uma viagem longa em um luxuoso trem. A paz, entretanto, é perturbada por um acontecimento sinistro: um terrível assassinato. À bordo da composição está ninguém menos que o mundialmente reconhecido detetive Hercule Poirot (Kenneth Branagh) que se voluntaria para iniciar uma varredura no local, ouvindo testemunhas e possíveis suspeitos para descobrir o que de fato aconteceu.



Assista também ao primeiro trailer:
Penélope CruzWillem DafoeDaisy RidleyKenneth BranaghJosh GadJudi DenchTom Bateman, Lucy Boynton, Olivia Colman, Miranda Raison, Derek Jacobi, Adam Garcia e Leslie Odom Jr. também estão no elenco. Escrito por Michael Green e dirigido por Kenneth Branagh.

A estreia está prevista para o dia 23 de novembro no Brasil.

sábado, 16 de setembro de 2017

Feito na América (American Made, 2017).

Com a cinematografia de Cesar Charlone (Cidade de Deus e O Jardineiro Fiel), direção de Doug Liman (No Limite do Amanhã) e Tom Cruise como protagonista, esse "quase spin-off" de Narcos (série da Netflix) já vale o ingresso!

Na sinopse, "a trama se passa durante a década de 1980, Barry Seal (Tom Cruise), um piloto oportunista da Trans World Airlines, é inesperadamente recrutado pela CIA para realizar uma das maiores operações secretas da história dos Estados Unidos.", o longa é superficial ao contar a sua história, com cara de documentário, ele também não é lá muito didático, é divertido e entrega o que promete: todo o carisma de Tom Cruise entre manobras aéreas, situações de sufoco e uma boa pitada de humor. O Barry Seal é um personagem da vida real, e já teve seu nome apresentado em outras ocasiões no cinema e na tv. Aqui o diretor conta essa história de forma original, a narrativa ágil prende o público mesmo quando este já sabe o desfecho.


A fotografia belíssima, muitas vezes super saturada, dá um toque especial inclusive em panorâmicas aéreas. É uma cinematografia muito bonita, com ângulos que realçam cenas em ocasiões interessantes e realistas, como é o caso em uma cena em que o protagonista é recepcionado na pista de pouso pelos homens do que seria o futuro Cartel de Medellin, nós quase sentimos o mesmo calor da cena, na poltrona do cinema gelado! O roteiro é um apanhado de "esquemas" de idas e vindas do piloto, não tem muito compromisso em fechar arcos e nem se aprofundar em nada, é um recorte de acontecimentos em sequência que funciona com a ajuda da eficiente edição montagem.


A trilha sonora é energética e engajante, tem até música clássica com direito a remix! Os efeitos sonoros também são muito bons. Quanto às atuações, Tom Cruise é quem conduz o filme ele está 100% no longa, é também um personagem diferente do que vem fazendo nos últimos anos. Também no elenco está Caleb Landry Jones interpretando o cunhado de Barry, e que possui uma participação notável, assim como Domhnall Gleeson, o "chefe" de Barry. Por outro lado temos Inexperiente Sara Wright que interpreta a esposa de Barry, não convence nem nas cenas de sexo. Outra coisa que incomoda, é o excesso da "câmera tremida", essa técnica dá um dinamismo preciso para este tipo de filme, porém em alguns enquadramentos simplesmente ela se faz desnecessária.


American Made (no original) é um filme que não tem muito para acrescentar - historicamente falando - e obviamente não está lá com este propósito, no entanto, o diretor apresenta um entretenimento com qualidades técnicas, que está fora da fórmula hollywoodiana de patriotismo com seus "heróis" e finais felizes, e entrega bastante humor, longe de ser um filme memorável mas que vale a ida ao cinema e o balde de pipoca. 



segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Novo Trailer de Suburbicon.

De George Clooney com Matt Damon e Oscar Isaac. Já gostei!


Sinopse: A história se passa em uma pequena e tranquila cidade onde o melhor e o pior da raça humana são refletidos de forma hilária através dos feitos de pessoas aparentemente ordinárias. No filme, uma família perfeita se envolve com chantagem, vingança e traição após as consequências mortais de uma invasão domiciliar.



Sexto filme dirigido por George Clooney e escrito em parceria com os irmãos Joel e Ethan CoenSuburbicon já é uma das produções mais cotadas para disputar os principais troféus durante a temporada de premiações no fim do ano. Coestrelado por Julianne Moore, Noah Jupe e Glenn Fleshler.


Suburbicon chega aos cinemas brasileiros no dia 21 de dezembro.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Novo Trailer Internacional de Boneco de Neve.


"The Snowman" de Jo Nesbo, é o sétimo livro da série do detetive Harry Hole, best seller literário na Noruega. Comparado a Silêncio dos Inocentes, de Thomas Harris, pelo The Times. Veja o mais novo trailer desta adaptação para o cinema:



Sinopse: Quando uma mulher desaparece, a única pista deixada para trás é um cachecol rosa encontrado envolta de um estranho boneco de neve. O detetive Harry Hole (Michael Fassbender) começa suas investigações e percebe que o crime parece obra de um serial killer.


Direção: Tomas Alfredson
Elenco: Michael Fassbender, Rebecca Ferguson, J.K. Simmons, Charlotte Gainsbourg, Val Kilmer

Estreia prevista para 07 de dezembro.





sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Death Note (Netflix, 2017).

Quando saiu o trailer eu disse: "Eu estou com muito medo de ser o novo Dragon Ball Evolution...", pois é...


Vou direto ao ponto, a Netflix fez uma adaptação de um dos mangás/animes mais fodásticos do planeta, quem o fã que leu ou só assistiu o anime, dificilmente vai aprovar este filme, mas o problema maior não é a adaptação em si, além de ter mudado muito das características dos personagens, a história e o tom de complexidade da obra original, este longa falha no roteiro, nas atuações, no tom (clima), na montagem de cenas, na direção de elenco... O que se salva aqui com muito esforço, é a direção de arte com algumas homenagens prestadas ao anime, como alguns enquadramentos e cenografia. Ah, e o Ryuk que ficou muito bom, mesmo só aparecendo no escuro, numa tentativa desesperada do diretor em criar um clima sombrio em sua presença, mas que acaba ofuscando o shinigami.


O roteiro possui uma narrativa corrida que logo nos primeiros minutos dá uma sensação de que perdemos algo, mas depois de 15 minutos a gente consegue entrar no clima, e passamos o filme todo esperando desenvolvimento dos personagens, este Light é bobalhão e mimado, a Mia é o personagem mais insuportável, o L é o personagem mais ridículo, o ator fica tentando imitar os trejeitos do personagem do anime, mas fica forçado demais e não condiz com o que estamos assistindo, nem tem explicação para aquele comportamento, além de parecer imaturo e nervosinho. A direção não sabe que rumo tomar e qual é o gênero predominante, tem piadas sem graça, tem gore, tem romance juvenil, tem clima de thriller... Mas nada é predominante, a redução de um anime que possui 37 episódios resumida em um filme com menos uma hora e meia, realmente, não tem como funcionar. 


A fotografia escura quando Ryuk aparece me frustrou completamente, Willen Daffoe caiu como uma luva para o personagem que infelizmente apareceu tão pouco. Também não tenho que falar da atuação de Nat Wolff ele não é um ator ruim, mas o roteiro e a direção não ajudam (cadê o brilhantismo deste personagem???). Toda questão envolvendo as discussões realmente interessantes que há na história original de Death Note foram ignoradas aqui, o bem contra o mau não tem relevância, a trama confusa e reviravoltas previsíveis acabam confundindo quem assiste... e quem se importa com que morre ou não?, não há desenvolvimento de personagens, não há evolução no enredo..., e a complexidade e reviravoltas incríveis existentes no anime simplesmente desapareceram dando lugar à uma trama policial infanto-juvenil de romance barato, superficial e com algumas cenas com toque gore tarantinesco (e isso não é no bom sentido!).


A montagem das cenas é um caos, lembra muito o que vemos em novelas da TV aberta, cortes abruptos de uma cena para a outra deixam o espectador tonto com a velocidade dos acontecimentos até o final do segundo ato, quando o filme entra num ritmo arrastado e enfadonho, mesmo com toda ação rolando. São 1h e 32 min até os créditos, que parecem uma eternidade. A trilha sonora totalmente fora do tom, só funciona em alguns momentos, e pra ficar bem bizarro (essa só quem viu novelas nos anos 80 vai lembrar) tem "O Amor E O Poder" (Como uma deeeusaaa...) pra fechar com chave de ouro. Entendedores entenderão... Hahahahaha!!! Desculpa gente, eu não resisti!

Ah, Dragon Ball Evolution ganhou um concorrente à altura para disputar o pior lugar no ranking das adaptações de animes/mangás para filmes, acho até que perdeu com folga para Death Note.


Sinopse: Um estudante encontra um caderno sobrenatural e ao escrever nele o nome de alguém e imaginar seu rosto, essa pessoa morre. Seduzido por esse novo poder, o jovem começa a matar aqueles que ele acha que não merecem viver.


Minha recomendação: Assista ao anime que também está disponível na Netflix.


terça-feira, 22 de agosto de 2017

Saiu o Primeiro Trailer de Suburbicon.

Novo filme de George Clooney com Matt Damon e Oscar Isaac.


Sinopse: A história se passa em uma pequena e tranquila cidade onde o melhor e o pior da raça humana são refletidos de forma hilária através dos feitos de pessoas aparentemente ordinárias. No filme, uma família perfeita se envolve com chantagem, vingança e traição após as consequências mortais de uma invasão domiciliar.



Sexto filme dirigido por George Clooney e escrito em parceria com os irmãos Joel e Ethan CoenSuburbicon já é uma das produções mais cotadas para disputar os principais troféus durante a temporada de premiações no fim do ano. Coestrelado por Julianne MooreNoah Jupe e Glenn Fleshler.


Suburbicon chega aos cinemas brasileiros no dia 21 de dezembro.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Em Ritmo De Fuga (Baby Driver, 2017)


Baby Driver (no original) é um daqueles filmes que a história não precisa ser grandiosa para prender o espectador, porque é como ela é contada, e neste caso temos uma elegante narrativa, que faz toda a diferença. Um filme divertido, inteligente, com uma musicalidade incrível que não perde o ritmo e supre a falta de um roteiro original. 


Na sinopse, o jovem Baby (Ansel Elgort) tem uma mania curiosa: precisa ouvir músicas o tempo todo para silenciar o zumbido que perturba seus ouvidos desde um acidente na infância. Excelente motorista, ele é o piloto de fuga oficial dos assaltos de Doc (Kevin Spacey), mas não vê a hora de deixar o cargo, principalmente depois que se vê apaixonado pela garçonete Debora (Lily James).



Cinematografia colorida e descontraída, figurinos sofisticadamente apropriados, uma bela seleção musical e cenários que "cantam junto", são parte da diversão. A maioria dos movimentos dos atores e elementos que compõem o cenário estão sincronizados, tiros, caminhar na rua, o para-brisa do carro, a letra da música ajuda a contar um trecho da cena ou pode estar pichada em um muro... Tudo faz sentindo numa organização com efeito sensorial musicado que faz a gente bater o pezinho o filme inteiro.


O diretor Edgar Writh dá uma dinâmica impressionante numa trama que pela sinopse seria morna e familiar demais se não fosse a excelente edição sonora, montagem e trilha (composta por músicas sensacionais!), num casamento perfeito preenchendo tudo que o raso roteiro não sustentaria sozinho. Enquadramentos diferenciados, movimentos de câmera e mixagem de som (que merece uma bela indicação ao Oscar) ligados aos cortes perfeitamente sincronizados, têm o efeito hipnotizante, tanto visual quanto sonoro, e esta sonoridade praticamente assume um papel de protagonista da trama junto à atuação de Ansel Elgort que cumpre e entrega o que promete.



Kevin Spacey, Jon Bernthal, Jamie Foxx, Jon Hamm, Eiza González, compõem uma turma do crime da melhor categoria no quesito diversão. E quem salva mesmo a pele desses desajustados vilões e rouba a cena é o motorista Baby! Todos têm seus papeis bem caricatos e divertidos, as atuações são convincentes com bom desenvolvimento dos personagens, não há aqui uma pretensão de atuações acadêmicas, todos parecem se divertir nesta trama com ares de filme cult e um leve toque gore que a princípio não mostra a que veio e com isso consegue surpreender quem vai ao cinema apenas procurando entretenimento com o mínimo de qualidade. 



Lembrando que mesmo com cenas de ação que valem o ingresso, não é um filme de ação propriamente dito, tem bons momentos de perseguição, muita violência, a carga dramática que o protagonista carrega, ótimas tiradas verbais e visuais com um toque de humor negro, e "climinha" de romance musical juvenil, tudo isso muito bem equilibrado, sustenta de maneira satisfatória, a atenção do mais descompromissado espectador. 

Veja abaixo a cena de abertura completa, só pra deixar com gostinho de quero mais! Divirta-se:




Trailer: 

Posteres: