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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Venom, 2018.


Serei breve em meu comentário, mas não posso deixar de dizer que Venom é uma adaptação dos quadrinhos, ora aliado, ora vilão nas histórias do Homem-Aranha, então levando em consideração que vem do mesmo estúdio (e sem a parceria da Marvel), não era para se esperar algo que fosse muito acima de "O Espetacular Homem-Aranha" de 2012, e para mim é bem neste nível que Venom chegou. 


Tom Hardy é um bom ator, mas aqui lhe falta uma boa direção, claramente podemos ver que as inconstâncias do personagem na edição final, atrapalharam sua boa atuação, mesmo assim, este é um dos pontos altos do filme, Hardy se esforça e consegue cumprir a sua parte na pele de Eddie Brock. Não posso dizer o mesmo dos personagens secundários, e Riz Ahmed que se saiu tão afetado que não dá para acreditar em seu personagem. Conclusão: bons atores que não se saíram assim tão bem, devido a direção de elenco.


O diretor Ruben Fleisher, se perde em vários momentos e os atores parecem estar por conta própria, principalmente quando a cena pede que um humano fique cara a cara com seu "parasita", o CGi não faz milagre se não tiver uma boa edição por trás. E assim, o longa vai somando alguns erros técnicos e falhas de roteiro tão bobas quanto a passagem de tempo. A edição de montagem parece confusa e o tom do filme muda constantemente, como um quebra-cabeça que não encaixa algumas peças e faltam outras.


O simbionte alienígena ficou muito bonito na tela, o CGi acerta nas cenas em que ele se apossa dos humanos e na animação facial. As cenas de perseguição são bacanas e servem para acordar a quem já estava sonolento no primeiro ato do longa, que chega a ser enfadonho até que comece a ação. A interação entre Eddie e Venom na cabeça de Hardy é bem interessante e vai melhorando ao desenrolar da trama, e apesar dos diálogos preguiçosos, tem boas tiradas. A trilha sonora é boa, mas não memorável.


Venom tá longe de ser ruim como foi "O Quarteto Fantástico"de 2015, e outros fracassos do cinema do gênero como "Lanterna Verde" e "Elektra" (filmes que curam a insônia!), é um longa mediano com uma série de problemas, poderia ser melhor se tivesse uma classificação etária para maiores, um toque gore, mas não tem!, então serve para o entretenimento mais familiar, um filme pipoca. 
Ah, e para quem perguntou, é melhor do que "Homem-Aranha 3"! 





quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Cemitério Maldito: Primeiro Trailer Oficial do Remake.

"Não mexa com os mortos."
Baseado no livro homônimo de Stephen King. O remake ainda não tem data de estreia prevista confirmada no Brasil.
Cemitério Maldito conta a história do Dr. Louis Creed (Jason Clarke), que, depois de mudar com sua esposa Rachel (Amy Seimetz) e seus dois filhos pequenos de Boston para a área rural do Maine, descobre um misterioso cemitério escondido dentro do bosque próximo à nova casa da família. Quando uma tragédia acontece, Louis pede ajuda ao seu estranho vizinho Jud Crandall (John Lithgow), dando início a uma reação em cadeia perigosa que liberta um mal imprevisível com consequências horripilantes.

Assista ao trailer:



domingo, 31 de dezembro de 2017

O Rei do Show, Extraordinário, Star Wars - Os Últimos Jedi e Liga da Justiça: Adeus 2017!

Olá, pessoas cinéfilas. Saudade grande de vocês!
Estive ausente por um longo período (por motivos médicos) mas eu não poderia deixar de passar aqui para desejar-lhes um Feliz Ano Novo, e aproveitei para falar sobre os últimos grandes lançamentos (blockbusters) do cinema que fecharam 2017. Não será uma crítica analítica como costumo fazer, mas apenas um breve comentário sobre o que vi no cinema nestes dias. Vamos lá?

O Rei do Show ( The Greatest Showman, 2017).


Estreou em 25 de dezembro, é o musical biográfico de P. T. Barnum (com muita licença poética!), interpretado por Hugh Jackman. O longa que tem 1h e 45min de duração, tem um visual incrível e trilha sonora marcante, daquelas que grudam mesmo! O elenco dá um show de coreografias e a direção de arte é impecável. Jackman é um dançarino com uma voz incrível e mais uma vez prova isso na telona. O roteiro é bem simples e não trás nenhuma surpresa, apesar da boa história, não há profundidade. O destaque fica por conta de assuntos importantes que são abordados no longa de forma muito discreta porém eficiente. O musical empolga bastante mas está longe de ter a mesma perfeição de "La La Land", outro musical lançado em janeiro e que tem os mesmo compositores de "O Rei do Show".

Extraordinário (Wonder, 2017)


Adaptação do best-seller homônimo da autora R. J. Palacio, com Jacob Tremblay e Julia Roberts, o longa estreou em 07 de dezembro e arrancou lágrimas do público. Eu li o livro e realmente não entendi o porquê de tantas lágrimas no cinema! O livro é emocionante, constrói a história com profundidade, mas é leve e descontraído. O diretor consegue levar páginas do livro pra telona, e foca na emoção para comover o público elevando a música triste e o olhar doce (mesmo embaixo da prótese estranha) de Jacob Tremblay que, como não podia deixar de ser, continua carismático, ele é o Auggie que nós (leitores) esperávamos. É uma boa adaptação, temos que considerar que alguma alterações são cabíveis e outras nem tanto, também há erros de continuidade que incomodam bastante, mas são apenas detalhes ao olhos leigos. O longa está em cartaz e vale a pena levar toda a família. 
Ah, e principalmente recomendo o livro, tem uma pequena resenha aqui.


Star Wars: Os Últimos Jedi (Star Wars: The Last Jedi)


Estreou em 14 de dezembro, chegou polemizando. O longa impressiona com o excelente efeito visual, apenas o melhor de todos os tempos dentro da franquia! O roteiro é incrível, e surpreende em alguns, poucos, mas grandes momentos. Eu adorei!!!
Fiz um comentário no Twitter que reproduzirei aqui:
"Pra mim, poderia ser o último filme da saga. Seria um belo final, deixando algumas pontas soltas, que na verdade só foram abertas para render mais filmes e que nunca se explicarão satisfatoriamente."
É isso, o que dizem agora ser o "universo expandido" está muito parecido com um grande reboot, uma nova "Guerra nas Estrelas" surge, com novos personagens, uma nova ordem, novas crenças, novas regras... Os personagem que originaram a série na década de 70, com seus conceitos e a jornada do herói, está sendo renovada. A nostalgia daquela época se foi o "último Jedi". Mas isto não significa que a partir de agora os filmes serão menos interessantes, o Episódio VIII trouxe uma nova esperança para o futuro da franquia, mas serão feitos para as novas gerações, para os novos tempos... E eu estarei lá para conferir!

Liga da Justiça (Justice League, 2017). 


E se "Star Wars" foi polêmico, imaginem este aqui!!!
Zack Snyder é um ótimo diretor, mas quer agradar a gregos e troianos e isto é uma missão quase impossível. Enquanto houver esta rixa entre Marvel e DC, será impossível fazer algo sério, parece até briga de torcida organizada no Maracanã! Mas vamos ao longa... O elenco é bom, mas o roteiro é fraco, tá valendo, é nível "Superamigos" (animação da Hanna-Barbera) não vejo mal nenhum nisso, mas não é exatamente o que o público esperava. Gostei bastante do Aquaman, mas esperava mais dele. O Ciborgue foi uma grata surpresa, melhor do que o Flash, nada contra a atuação do Ezra Miller, mas acho que não se encaixou, o alívio cômico ficou forçado demais. A Mulher-Maravilha é o personagem que mais se destaca, tudo que envolve ela funciona bem. Não posso dizer o mesmo do Batman de Ben Affleck, tudo que ele fez e me cativou em "Batman V Superman" ele desfez aqui, mas se trata de outro Batman, aquele da série dos anos 60... só que não, né?! De qualquer forma o primeiro ato do filme é bem promissor, mas não consegue segurar o ritmo e desce ladeira abaixo por velhos problemas como a computação gráfica que é muito precária, somada a poluição visual de cores saturadas na batalha final, o efeito "videogame" continua, e o vilão em GCi é a pior coisa do filme. O longa não arranca gargalhadas do público, é engraçado quando não deve ser (o que é um problema!), mas não chega a ser monótono, é razoável. Chato mesmo é aguentar os mimizentos de plantão! Mesmo assim vale a pena conferir os heróis no cinema, o longa continua em cartaz em todo Brasil.

Vejam os cartazes:





"That's all folks!" espero que vocês tenham gostado, nos veremos em breve, ok?
 Feliz 2018, meus amigos cinéfilos!

domingo, 29 de outubro de 2017

Thor: Ragnarok, 2017.

Sempre conheci os heróis nas páginas de quadrinhos Marvel, com suas roupas e cenários bastante coloridos, este longa recria isto e faz homenagens aos seus criadores. O bom humor também faz parte destas histórias, mas como adaptação de duas histórias como Thor Ragnarok e Planeta Hulk que são histórias mais densas, o diretor toma uma decisão, a de tornar isso leve e descontraído como visto nos trailers (e não entregam surpresas!). Uma coisa é certa, ninguém vai ficar entediado com este filme!

Na trama, Thor (Chris Hemsworth) está preso do outro lado do universo. Ele precisa correr contra o tempo para voltar a Asgard e parar Ragnarok, a destruição de seu mundo, que está nas mãos da poderosa e implacável vilã Hela (Cate Blanchett).

A cinematografia é perfeitamente recriada do universo de quadrinhos da Marvel, e mesmo com algumas diferenças, elas são feitas para que, no contexto, sejam ainda mais claras para não deixarmos passar nenhum detalhe. Um filme feito para ser visto claramente a cada movimento, e cada detalhe de uma rica produção de design, com figurinos e maquiagens impecáveis. A música original tem uma batida épica e eletrônica bastante empolgante, muito bem encaixada, embala as ótimas sequências de ação com alto valor de qualidade, é uma trilha crescente que fica com o espectador, sem falar que na seleção musical temos, entre outros, Led Zeppelin, que impulsiona e nos faz lembrar que os trailers do filme entregam o mesmo clima que nos foi prometido. Cenas de ação e aventura não faltam é puro entretenimento.






Thor: Ragnarok é a prova de que uma comédia de super-heróis pode sim ser um filme bom, o tom de comédia tem a medida certa, algumas tiradas são inocentes, outras nem tanto! A produção é caprichada, o roteiro é simples, inteligentemente bem escrito, a direção faz um trabalho fantástico com a apresentação dos novos personagens e o entrosamento entre os já conhecidos do público fica ainda melhor. Benedict Cumberbatch faz uma pequena e divertida participação com seu Doutor Estranho que rende até referência à um outro personagem do ator! Chris Hemsworth e Tom Hiddleston estão cada vez mais à vontade e melhores nas tiradas de arrancar bons risos, ambos apresentam a melhor química entre eles, Hiddleston é aquela presença que você sempre vê em cena e suas piadas são as melhores. Cate Blanchett é a melhor vilã do universo até aqui, mesmo sua motivação não sendo a mais criativa e o desenvolvimento de personagem tenha deixado a desejar. Hella é ameaçadora como todo vilão deveria ser, sua presença é um grande presente para o espectador. Tessa Tompsom é uma grata surpresa, ela está demais, com certeza terá espaço em outros filmes do UCM. Já Karl Urban e Idris Elba estão sobrando e são pontos negativos do filme por motivos diferentes, o primeiro teve seu papel muito resumido e o segundo era completamente descartável. Mas há também atores convidados que fazem participações surpreendentes, mas prestem atenção em seus diálogos, são boas referências aos quadrinhos.




O longa tem inúmeras referências de todo o universo Marvel dentro e fora dos quadrinhos (se não é isso que nós fãs destes heróis queremos, não dá pra imaginar o que seja!), e ao contrário dos outros filmes da Marvel que são "cheio de piadinhas" este aqui é "a piada!", e digo isso no bom sentido, pois Taka Waititi faz um trabalho de direção que sobressalta o gênero comédia sem medo de ser feliz. O que os leitores de quadrinhos podem não gostar, pois o Thor clássico que vimos todos estes anos nas páginas das HQs não é o mesmo Thor do UCM, e neste filme, nesta adaptação, ele se estabelece como um super-herói leve e muito divertido, é o Thor dos cinemas. Não chega a ser uma comédia pastelão, mas o protagonista tem sua identidade estabelecida e a piada flui com diálogos que são muito bem pensados, a maioria, embora pareçam apenas mais uma piada, vem carregada de referências à outras histórias, que compõem perfeitamente o roteiro e todo o Universo Marvel (das HQs e do cinema), para o fã mais atento, isso se torna ainda mais interessante. Vemos que a narrativa é bem estruturada e que o gênero comédia foi pensado desde o início, não há aqui uma tentativa de enganar o público, você que vai ao cinema baseado no que viu nos trailers, irá de fato, receber aquela proposta.


Os efeitos visuais, como não podiam deixar de ser, são incríveis, o CGi dos filmes da Mavel são sempre limpos nas cenas de ação, temos o melhor visual dos filmes de super-heróis, e aqui isso se cumpre mais uma vez com excelência, isso por quê, primeiro, as cenas possuem mais elementos de efeitos práticos, miniaturas, maquiagem... Segundo porque a direção extremamente competente enquadra cenas com perfeita sincronia de imagens entre a interação digital e os atores. Os efeitos de "videogame" são minimizados e as cenas em ambientes claros indicam a confiança que a equipe tem no trabalho muito bem realizado, proporcionando o conforto para os olhos do espectador que pode apreciar melhor todos os detalhes em cena, como por exemplo nas cenas da arena, mesmo sendo um ambiente fechado há uma iluminação adequada para que o espectador não precise forçar a visão e nem haja a necessidade daquela enxurrada de cenas em câmera lenta, o espectador assiste a tudo claramente. A fotografia e a direção de arte, colorida e vibrante, dá o toque final de uma produção competente e perfeitamente alinhada. 


Esta é a fórmula Marvel para adaptações do seu próprio universo da nona arte para a sétima arte, e mesmo que os fãs dos clássicos quadrinhos não fiquem muito satisfeitos, deu certo. Não porque 'explodem" as bilheterias, mas por fazerem um excelente trabalho cinematográfico e este trabalho traz nossos heróis com cenas que parecem terem sido tiradas especialmente das páginas destes quadrinhos. Cinema de alta qualidade para toda família


O 3D é ótimo, vale a pena conferir. Já as cenas pós-créditos, apenas a primeira é relevante. Divirtam-se com Thor: Ragnarok








sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Novo Trailer e Cartazes Internacionais de Liga da Justiça. Estreia 16 de novembro.

Sinopse: Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman (Henry Cavill), Bruce Wayne (Ben Affleck) convoca sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes - Batman, Mulher-Maraviha, Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller) -, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.






quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Cartaz de Liga da Justiça IMAX Com Visual de HQ.


Estreia 16 de novembro.
Assista também ao novo trailer:




Sinopse: Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman (Henry Cavill), Bruce Wayne (Ben Affleck) convoca sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes - Batman, Mulher-Maraviha, Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller) -, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Mais Cartazes da Liga da Justiça. Estreia 16 de Novembro.





Assista também ao novo trailer:



Sinopse: Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman (Henry Cavill), Bruce Wayne (Ben Affleck) convoca sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes - Batman, Mulher-Maraviha, Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller) -, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Novo Cartaz Liga da Justiça. Estreia 16 de Novembro


Assista também ao novo trailer:



Sinopse: Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman (Henry Cavill), Bruce Wayne (Ben Affleck) convoca sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes - Batman, Mulher-Maraviha, Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller) -, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.

sábado, 14 de outubro de 2017

Filmes Complexos e/ou com Finais Surpreendentes - Parte II

Finalmente a segunda parte da lista tão desejada deste blog!
É claro que filmes assim não agradarão a todos, muitos destes longas vão além do final surpreendente e exigem que sejam visto com muita atenção, a narrativa muitas vezes pode não ser linear e quem não gosta muito de pensar sobre eles, provavelmente, também não vai gostar. Mas se não for o seu caso, e filmes complexos e/ou com reviravoltas são os seus preferidos, aproveitem a lista, e podem me indicar alguns também. 

Não entender um filme complexo não significa que ele seja incompreendível, alguns desses filmes precisam ser avaliados como se fosse um dever de casa, um exercício para a mente e visto 3, 4, 5 vezes, faz parte apreciar a arte algumas vezes para absorve-la melhor. Então, vamos a esta lista:


O Sexto Sentido (The sixth sense, 1999)



Dirigido por  M. Night Shyamalan. Duração: 1h 47min. 
O psicólogo infantil Malcolm Crowe (Bruce Willis) abraça com dedicação o caso de Cole Sear (Haley Joel Osment). O garoto, de 8 anos, tem dificuldades de entrosamento no colégio e vive paralisado de medo. Malcolm, por sua vez, busca se recuperar de um trauma sofrido anos antes, quando um de seus pacientes se suicidou na sua frente. 
Pois é, este com final surpreendente é o primeiro da lista porque fui muito cobrada nas listas anteriores, hehe!! Um filme que não dá pra dizer nada sobre ele, apenas a sinopse. Seu final surpreendente fez desse filme um dos mais importantes do gênero e inspirou muitos outros. Se você ainda não assistiu, não perca mais tempo, assista hoje mesmo!

Um Contratempo (Contratiempo, 2016)



Dirigido por Oriolo Paulo. Filme espanhol.
Tudo está indo muito bem para Adrian Doria (Mario Casas). Seu negócio é um sucesso e lhe trouxe riqueza, sua bela esposa teve a criança perfeita, e sua amante está bem com o caso dos dois escondido. Tudo está ótimo até que Doria desperta num quarto de hotel, depois de ser atingido na cabeça, e encontra sua amante morta no banheiro, coberta com um monte de notas em euros. Com tudo o que construiu desmoronando aos seus pés, Doria recorre a melhor advogada de defesa da Espanha, Virginia Goodman (Ana Wagener), e eles tentam descobrir o que realmente aconteceu na noite anterior. 
A principio é uma história sobre fazer justiça, mas que apresenta alguns variados pontos de vista, e cada detalhe é muito importante, mas ao decorrer da história... Bom, melhor não dizer nada, é mais um que apresenta um final inesperado. São ótimas atuações e foge do padrão hollywoodiano de ser, e a única coisa que não me deixou mais feliz com o filme é que ele se explica demais (perde tempo), mesmo assim, se você não estiver muito atento pode se perder um pouco na narrativa. Super recomendo.

El Cuerpo (2012)



Dirigido por Oriolo Paulo. Duração: 1h 51 min. Filme espanhol.
O corpo de uma mulher (Belén Rueda) desaparece misteriosamente do necrotério sem deixar qualquer vestígio. O Inspetor Jaime Peña (José Coronado) investiga o estranho acontecimento com a ajuda de Alex Ulloa (Hugo Silva), o viúvo da mulher desaparecida.

É uma história envolvente, que te prende do inicio ao fim, somos todos investigadores tentando descobrir, a cada minuto que passa a curiosidade e a tensão só aumentam. As atuações são brilhantes e a cinematografia junto a trilha sonora completam o clima perfeito para um ótimo suspense psicológico. Pensam que já sabem o que aconteceu??? Assistam e preparem-se para uns dos melhores filmes de suspense policial com final surpreendente.

Corpo Fechado (Unbreakable, 2000)


Dirigido por  M. Night Shyamalan. Duração: 1h 46 min. 
Em um desastre de trem todos os passageiros morrem, com exceção de David Dunne (Bruce Willis), que sai completamente ileso do acidente, para espanto dos médicos e de si mesmo. Buscando explicações sobre o ocorrido, ele encontra Elijah Price (Samuel L. Jackson), um estranho que apresenta uma explicação um tanto estranha para o fato. O filme faz excelentes analogias entre o mundo real e o universo das histórias em quadrinhos de super-heróis. Samuel L. Jackson é perfeito, eu amo este personagem. O diretor Shyamalan, que até faz uma pontinha no longa, fez um trabalho muito bom, com diálogos memoráveis, e mais uma vez com Bruce Willis no papel central. E é um filme atemporal, surpreendente. Assistam, que a sequência vem aí!

Old Boy, 2003



Dirigido por Park Chan-wook. Duração: 1h 59min. 
Baseado no mangá japonês de mesmo nome, escrita por Nobuaki Minegishi e Garon Tsuchiya. Em 1988, Oh Dae-su (Choi Min-sik) é um homem comum, bem casado e pai de uma garota de 3 anos, que é levado a uma delegacia por estar alcoolizado. Ao sair ele liga para casa de uma cabine telefônica e logo em seguida desaparece. Pouco depois ele percebe estar em uma estranha prisão, que na verdade é um quarto de hotel. O longa tem um visual muito interessante, sua fotografia com tonalidades em verde, é angustiante e claustrofóbica, assim como a trilha sonora. O filme é tão violento quanto os do Tarantino, e um humor negro e as vezes até pastelão em alguns momentos, mas, é perturbador. Tem uma cena de pancadaria que é uma das melhores que já vi no cinema, uma sequência de tirar o fôlego (à lá Kill Bill!) em plano sequencia aberto, sem cortes, onde a câmera deslisa lateralmente acompanhando a ação, muito divertida e sem dublê. Com uma trama fantasticamente bem dirigida, o longa venceu o grande prêmio do Festival de Cannes 2004. Seu final é surpreendentemente chocante (eu só gritei "Puta merda!" umas 40 vezes, e olha que eu desconfiei!), e não é só o final, ao longo do filme há uma série de acontecimentos que eu pus as mãos nos olhos e... AAHHH!!!! Uma produção sul-coreana pra Hollywood nenhuma botar defeito (e até por isso fizeram o remake. Aff!). Uma curiosidade que vale saber: O "pedido" era de verdade e estava realmente vivo. Tem que ter muito estômago! Entendedores, entenderão. E pra quem ainda não viu: Veja. 

O Predestinado (Predestination, 2014)


Dirigido por Michael e Peter Spierig. Duração: 1h 38min.
Um agente temporal (Ethan Hawke) encara sua última missão após anos de viagens no tempo caçando criminosos e executando a lei. O desafio final será finalmente capturar seu inimigo mais desafiador, o homem que há muito o intriga e ludibria. 
Esse é pra derreter o cérebro! Quando junta ficção científica e histórias complexas com viagens no tempo, eu adoro! Além de uma narrativa não linear, este filme possui muitos detalhes interessantes, num roteiro bem amarradinho e que se faz até um pouco ambicioso demais, mas que vale a pena cada descoberta. É um filme que fica com você alguns dias, e que dá vontade de assistir mais algumas vezes, principalmente pela complexidade e o final surpreendente

Primer (2004)


Dirigido por Shane Carruth. Um filme independente feito com baixíssimo orçamento (US$7.000.00) e que recebeu várias indicações e prêmios pelo mundo à fora.
Aaron (Shane Carruth) e Abe (David Sullivan) são dois jovens engenheiros que realizam experiências científicas em uma garagem. O projeto mais recente em que estão trabalhando é um dispositivo que reduz o peso de um objeto em seu interior, ao bloquear a força da gravidade. A experiência faz com que a dupla realize uma descoberta que pode fazer com que tenha tudo o que quiser. 
Complexo nível máximo! Demorei anos para assistir este cult, e desviei de spoilers feito louca, e quando assisti precisei assisti de novo antes de dizer alguma coisa. Esse é um longa para quem curte tudo que envolve viagens temporais e seus fenômenos quânticos do mais alto nível, mas se você só curte filmes complexos e está acostumado com tramas sobre viagens no tempo e diversas linhas temporais, este filme também é pra você. Os diálogos são bem técnicos, então toda atenção é pouca para não se perder, é uma obra verdadeiramente inteligente que discute principalmente moral e ética. Super recomendo, mas se preparem para terem cérebros explodidos!

Terapia de Risco (Side Effects, 2013)


Dirigido por Steven Soderbergh. Duração: 1h 46min.

A trama gira em torno da jovem Emily Hawkins (Rooney Mara), que acaba de ver o marido (Channing Tatum) ser libertado da prisão por um crime de colarinho branco. Mesmo aliviada, Emily tem crises de depressão e busca a ajuda de medicamentos prescritos para conter a ansiedade. Ela também busca amparo num tratamento psicológico, lidando com  profissionais (Jude Law e Catherine Zeta-Jones). O tratamento, por mais que comece de forma positiva, vai gerar consequências inesperadas na vida da jovem.
Sabe esses filmes que começa um drama sem fim e quando você percebe, já está completamente envolvido? O filme é uma crítica a industria farmacêutica, o envolvimento dos médicos em testes com pacientes, mas o longa vai muito além e surpreende. Bem roteirizado, ótima direção e uma fotografia fria perfeita que retrata bem o clima daquilo que deve ser passado ao público, um filme sério com tema polêmico, não sabemos quem é vilão ou vítima. 


O Duplo (Double, 2015)


Dirigido por Richard Ayoade.
Tímido, solitário, rejeitado pela amada, Hannah (Mia Wasikowska), Simon (Jesse Eisenberg) tem um choque ao conhecer seu novo colega de trabalho, de nome James. Fisicamente idênticos, os dois são opostos em termos de personalidade. 
O filme não define em que época se passa, então não sabemos se no passado ou num futuro distópico, suas cores, em tom de sépia, nos remete à algo retrô, noirsteampunk. É um filme bem complexo e vai fundo na psique botando o espectador para refletir (Clique aqui para ler a crítica completa).

Filth (2013)


Dirigido por Jon S. Baird. Duração: 1h 37min. É um filme europeu.
Bruce Robertson (James McAvoy) é um homem viciado em cocaína, misantropo, bipolar e obcecado por sexo. Ah, ele também é um policial, responsável por investigar um assassinato brutal. Na verdade, Bruce deseja mais do que encontrar o culpado: ele pretende usar este caso para conseguir uma promoção e voltar para sua esposa e filha. 
Insano, intrigante, obsceno e surreal. Nem tudo é o que parece! Uma obra que infelizmente não é muito comentada ou reconhecida, mas é um grande filme e indispensável para fãs de filmes complexos e que têm algo a dizer (Clique aqui para ler a crítica completa).


Substitutos (The Surrogates, 2009)


Dirigido por Jonathan Mostow. Duração: 1h 25 min.
2054. Grande parte da população usa os androides substitutos da Virtual Self, que cumprem todos os afazeres do dia a dia e permitem que seus donos jamais tenham que sair de casa. Entretanto um terrorista tecnológico passa a assassinar os androides, causando caos geral. 
Ficção científica baseado na história em quadrinhos de mesmo nome lançada entre os anos de 2005-2006. Mais uma ficção científica surpreendente que tem Bruce Willis como protagonista, simplesmente imperdível que faz a gente pensar no futuro da humanidade. Reflexivo, inteligente e que recomendo fortemente.


Gostaram? Tem mais 2 listas aqui:

Filmes complexos
Filmes com finais surpreendentes.