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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Chegou A Hora. Eu Preciso Contar.


Certo tempo entrei no Facebook, mas não me adaptei. Eu já tinha o meu Twitter e queria um espaço maior para compartilhar meu ponto de vista sobre a sétima arte, o cinema era minha segunda casa e eu queria escrever sobre toda minha experiência e incentivar as pessoas a irem ao cinema, indicar os filmes que gostei, discutir teorias...

E aí entrei no Google Plus, lá eu encontrei tanta gente bacana, nerds, cinéfilos, maratonistas de séries, leitores, otakus... em um ano eu já tinha 4.000 seguidores e não conseguia mais parar de postar sobre tudo, cinema, animes, livros, figurinhas, tv, cosplay, logo eu estava fazendo a cobertura do Oscar via internet e compartilhando com mais de 20.000 seguidores. Com as "Coleções" ultrapassei a marca dos 300.000 seguidores, há quem diga que virei referência por lá!😍 E o blog veio para ampliar a experiência que em pouco tempo já batia a marca de 1.000 visualizações por dia. UHUUUU!!!
Eu não queria parar, mas algo me parou, e há um ano descobri que estou com câncer.😔 A doença me enfraqueceu e me impediu de continuar escrevendo para vocês. Meu caso se agravou, eu fiquei muito mal, fui internada, em seguida, uma série de complicações que impedem que meu tumor seja retirado. E então, eu não tive mais condições de acompanhar as estreias nos cinemas e sentar para escrever. Hoje, eu ainda estou em tratamento, meu retorno ainda será lento por aqui, mas quero estar mais perto de vocês enquanto enfrento esta luta contra o câncer. Quem sabe, eu até possa ajudar alguém que esteja vivenciando um momento parecido, com força, incentivo. 
Mas eu não quero tristeza, eu não me entreguei e nem pretendo! Vamos falar sobre filmes, cultura pop, música, e tudo que couber nas redes sociais. Lá no Instagram, minha conta também está ativa, é mais fácil fazer umas postagens rápidas por lá. Tá todo mundo convidado!😆


Mas eu vim aqui para dizer-lhes que me sinto um pouco melhor e quero continuar compartilhando sobre os nossos assuntos favoritos, estou animada para retomar as maratonas de séries, filmes, animes... devagar e sempre, e recebendo este carinho enorme e essa energia positiva que encontrei aqui, isso me ajuda a me recuperar, acreditem! Eu sou muito grata e feliz pelo apoio que recebo de vocês.


Ah! E assim, que der um tempinho vou fazer uns vídeos para vocês, lá no YouTube, Me aguardem e me sigam para mais novidades! 😀
Ao infinito e além.🙋

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Séries: The Crown - 1ª Temporada (Netflix, 2016).

A produção mais cara da Netflix. Baseada na peça The Audience, de Peter Morgan, que narra a vida de Elizabeth II (Claire Foy) desde os anos 1940. Tem um roteiro impecável e atores excelentes, me prendeu do início ao fim desta temporada inicial lançada em novembro de 2016. Esta produção tem como previsão 60 episódios no total, sendo a primeira temporada 10 episódios de 56 a 59 minutos cada.

O roteiro é impecável, a narrativa simples com algumas cenas de flashbacks também contam parte da infância da rainha e convívio com a família desde a sua educação, até lembranças de uma promessa que na atual situação deve ser repensada. O ritmo é um pouco lento, mas os diálogos tem força entre seus personagens dinâmicos, isso faz com que a série não se torne cansativa, há sempre algo acontecendo.

A direção de arte é magnífica (e não foi à toa que já garantiu o Emmy 2017) e retrata com muita fidelidade cenários e fatos importantes como a coroação da jovem rainha, que, fiz questão de correr para o YouTube e verificar o quão precisa foi essa reprodução, e ficou perfeita, tanto no design de produção, quanto nas atuações. A fotografia é muito bonita, tudo muito claro com tons dourados, realçando o glamour dos figurinos bem alinhados (também já levou o Emmy 2017 para casa!) e a cenografia rica em detalhes, detalhes esses que são valorizados também pela direção que usa muitos planos abertos e assim podemos contemplar a beleza e o trabalho sensacional da equipe técnica.


Sinopse: Filha do rei George VI (Jared Harris), Elizabeth II (Claire Foy) sempre soube que não teria uma vida comum. Após a morte do seu pai em 1952, ela dá seus primeiros passos em direção ao trono inglês, a começar pelas audiências semanais com o primeiro-ministro inglês. Ela assume a coroa com apenas 25 anos de idade.


O enredo é conhecido, nem tudo será novidade para o espectador, afinal de contas a série conta com a verdadeira história e agrega com a licença poética para alguns fatos, apenas para "romancear" ou mesmo para "encurtar" um fato ou um detalhe, como por exemplo, na passagem de tempo. Mas nenhum pequeno detalhe é capaz de desmerecer o que foi feito aqui. É uma série que vai direto ao ponto, e que nos faz refletir sobre muitos aspectos como família, política, poder, submissão, preconceito... Uma história que nos faz pensar sobre nós mesmo. 
Assista ao teaser da primeira temporada: 



The Crown recebeu indicações de prêmios importantes:

Emmy 2017: Recebeu 13 indicações entre elas...
Melhor série dramática
Melhor atriz de série dramática - Claire Foy
Melhor ator coadjuvante de série dramática - John Lithgow
Melhor roteiro em série drama - "Assassinos".

BAFTA 2017: 
Claire Foy - Categoria de Melhor Atriz.
Jared Harris e John Lithgow - Categoria de Melhor Ator Coadjuvante.
Vanessa Kirby - Categoria de Melhor Atriz Coadjuvante.

Foi vencedora do Globo de Ouro de Melhor Série Dramática e também do Globo de Ouro de Melhor Atriz em Série Dramática, para Claire Foy, em 2017.


A segunda temporada tem previsão de estreia 08 de dezembro de 2017. Veja o teaser da segunda temporada:


A terceira temporada já está confirmada e trará outra atriz para o papel da rainha que será uma atriz mais velha. Aguardando mais informações.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Séries: The OA

Talvez eu esteja um pouco atrasada para falar sobre esta série, a febre já baixou na rede, mas só agora eu parei para assisti-la e quando sentei só levantei quando acabou!


Uma série original da Netflix, só isso já é um bom motivo para darmos uma atenção. Ela foi lançada em 16 de dezembro (2016) com 8 episódios que variam entre 50 e 60 e poucos minutos. A sinopse conta muito pouco sobre a história "Prairie Johnson é uma garota cega que desaparece. Sete anos depois, ela retorna, com a visão perfeita. A jovem (Brit Marling) diz que nunca realmente se foi." A partir daí somos mergulhados a uma série de eventos e eu admito, nem todos são explicados e nem todos deverão ser explicado.


A série aborda vários temas como vida após a morte, espiritualidade, espaço-tempo e dimensões, além de diversidade, bullying, transtornos psicológicos... Tudo isso é levado ao espectador numa atmosfera de muito mistério e a nossa busca pelas respostas não nos deixa parar de assistir até que a série chegue ao fim. E para os forte, ficam ainda milhares de teorias, que fazem nós, curiosos, ir correndo atrás de outros fãs da série para debater os assuntos.


A série tem uma trilha sonora quase hipinótica, em alguns momentos parece que vamos entrar em transe. A personagem principal nos convida (quase que literalmente) à conhecer a sua história e é neste momento que a série se inicia. Isso acontece no final do primeiro episódio, mas quando chegamos lá, já temos várias perguntas na cabeça. O roteiro é bom e temos duas narrativas, uma em terceira pessoa e a segunda narrativa em primeira pessoa, esta contada pela protagonista é totalmente surreal, é onde a viagem e a mágica acontece.O ideal é embarcar na história, ficar questionando se é possível o não as questões levantadas aqui, não é recomendável se você quer ter uma experiência bacana deste universo, a dica que eu dou é, se deixe levar pela trama, no final a satisfação será plena.


Nem tudo são flores em "The OA", temos alguns momentos enfadonhos, onde a série se arrasta um pouco, mas nada se perde por aqui, tudo merece a devida atenção. A apresentação de alguns personagens deixa a desejar, e outros nós vamos ter que se contentar em saber apenas o que é mostrado, mas isso vamos entender lá na frente porque estes personagens não foram tão bem apresentados, não é um desleixo do roteiro, como pensamos de início. O diretor deixa várias pistas para o espectador viajar na maionese... Ou não! Algumas desta pistas são necessárias a boa interpretação de quem está assistindo, como eu disse antes, nem tudo foi feito para ser obter respostas, portanto se você tem preguiça de pensar, não assista! Há também alguns furos de roteiro, em meio a coisas inexplicáveis, há conceitos que parecem que foram esquecidos, e outros que servem para que nós mesmo teremos que saber interpretá-los. Mas segundo o diretor, Zal Batmanglij, algumas pistas foram deixadas para nós quebrarmos a cabeça, mas passamos longe de desvendá-las. Xiii... Isso significa que teremos surpresas.

Assista ao trailer da primeira temporada:


A trama se passa nos tempos atuais e um universo de ficção bem original e que vale a pena embarcar. A segunda temporada já está encomendada. A atriz Brit Marling que também é roteirista da série deu uma entrevista à Variety e comentou empolgada:

“Oh meu Deus, isso seria muito divertido. Nós gastamos três anos criando a matemática do labirinto e analisando histórias da mente que poderiam durar por horas e horas. Queríamos resolver o enigma. Queríamos saber o que estava no centro do labirinto no primeiro capítulo. Eu acho que essa é uma das coisas excitantes sobre onde deixamos o final, é que de certa forma, ele resolve em um sentido satisfatório, especialmente com os meninos, mas também deixa algo aberto. É emocionante deixar essa lacuna entre uma temporada e outra e ver como as pessoas se sentem sobre isso e o que eles estão pensando, e, em seguida, continuar a responder às perguntas”, concluiu.

Teaser oficial da segunda temporada:


Veja o comercial, que a Netflix preparou para os fãs da série:


Aguardando ansiosamente. 


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Stranger Things 2 – Comercial do Super Bowl 2017

Stranger Things está voltando. Eleven (Millie Bobby Brown) está de volta!

Um ano após o retorno de Will, tudo parece ter voltado ao normal... mas algo terrível espreita abaixo da superfície, e ninguém está a salvo na pacata Hawkins.



Assista ao primeiro comercial da próxima temporada, lançado nesta madrugada no intervalo do Super Bowl:


A julgar pela fantasia de Caça-Fantasmas das crianças, tudo indica que a trama se passa no ano seguinte da temporada anterior, em 1984 (lançamento do filme nos cinemas). 

A estreia da segunda temporada está prevista para 31 de outubro, mais de um ano após a estreia da primeira temporada na Netflix (15 de julho de 2016). A principio foi dito que a série manteria o mesmo número de episódios (8 no total), mas nada foi confirmado ainda. Aguenta coração!

Leia a crítica da primeira temporada clicando aqui.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Black Mirror - 2ª temporada e Especial de Natal.


A principio a série teve 7 episódios (2 temporadas e um especial de natal), porém, recentemente, a terceira temporada (com 6 episódiosfoi encomendada pela produção americana da Netflixe já estão disponibilizados. Mas hoje eu trouxe um breve resumo da segunda temporada e do episódio especial de natal. Todos os episódios possuem roteiros inteligentíssimos e imprevisíveis, são bem dirigidos e as atuações são boas e convincentes, não há como discordar. Dito isso, vamos aos episódios:

Segunda Temporada

Volto já
Depois que Martha perde o namorado, uma amiga recomenda que ela se inscreva em um serviço que "recria" os mortos virtualmente, usando e-mails, mensagens e todo o tipo de material para reproduzir sua personalidade, uma especie de "Ela" (Her, filme de Spike Jonze), com os dados do namorado falecido. O que começa como uma troca de e-mails para ajudá-la a lidar com o luto evolui para uma situação cada vez mais embaraçadora e surreal. O foco aqui é o abalo emocional da protagonista e o apego se torna inevitável pelo ser robótico. Este foi, na minha opinião, o episódio mais bizarro de toda a série. Hayley Atwell e Domhnall Gleeson estão incríveis aqui.

Urso branco
O que você faria se acordasse em um lugar que não reconhece, e nem mesmo conseguisse se lembrar de quem é? E se, para piorar, todo mundo que olhasse para você começasse imediatamente a gravar a situação com o celular? Um thriller psicológico, terrivelmente assustador, mas que num determinado momento parece previsível e enfadonho, até que no último ato... O mais improvável dos finais. Neste episódio o que está em questão é a atitude da massa nas redes sociais, o julgamento indiscriminado, desconhecer os fatos e ainda assim tomar partido de um dos lados, e é claro, sempre o lado da maioria. Um merecido soco no estômago no final do episódio.

Momento Waldo
Em uma volta à sátira política que fez sucesso no piloto da série, os espectadores são apresentados a Waldo, um urso de desenho animado especializado em colocar autoridades em situações embaraçosas para um talk show. As coisas se complicam quando um produtor do programa propõe que Waldo se candidate às eleições. O episódio combina bem com o momento em que vivemos, eleições. Waldo é o retrato da sociedade, é o protesto, e vai além, ele representa pessoas insatisfeitas, infelizes e que se escondem atrás de máscaras, usa seu personagem de temperamento arrogante e debochado, mas que na verdade, seu interprete é um ser humano com problemas emocionais. Acho que este episódio é o que mais tem a nos dizer.


Ficha Técnica da 2ª Temporada (Reino Unido, 2013)
Duração: 3 episódios de aproximadamente 45 min cada.
Showrunner:
 Charlie Brooker
Direção: Owen Harris, Carl Tibbetts, Bryn Higgins
Roteiro: Charlie Brooker
Elenco: Hayley Atwell, Domhnall Gleeson, Claire Keelan, Lenora Crichlow, Michael Smiley, Tuppence Middleton, Daniel Rigby, Chloe Pirrie, Jason Flemyng, Tobias Menzies.
Disponibilização no Brasil: Netflix.

Especial de Natal

Natal Matthew, trabalha como uma "consciência" voltada para ajudar pessoas tímidas a se comunicarem. Numa narrativa paralela, Matt está confinado num lugar nevado com Joe. Este é um episódio que só vamos perceber do que se trata com o final que faz a cabeça explodir. Os efeitos visuais são muito interessantes e dá para notar que o diretor usa técnicas simples como jogo de câmeras com muita eficiência, e o resultado da gosto de ver. Não é um dos melhores episódios da série, mas é tão perturbador quanto todos os outros e marca o fim da série britânica que hoje é produzida pela Netflix.


Ficha Técnica (Especial de Natal) - White Christmas (Reino Unido, 2014)
Duração: 73 min.
Showrunner: Charlie Brooker
Direção: Carl Tibbetts
Roteiro: Charlie Brooker
Elenco: Jon Hamm, Rafe Spall, Oona Chaplin, Natalia Tena, Janet Montgomery, Liz May Brice.
Disponibilização no Brasil: Netflix.

Em breve voltarei com a crítica sobre a terceira temporada composta por 6 episódios que promete a mesma qualidade e novas histórias surpreendentes.


Black Mirror - 1ª Temporada.

Pegue a série americana The Twilight Zone, misture com assuntos atuais (política, redes sociais, reality shows), uma boa dose de humor negro, suspense e situações mais constrangedoras possíveis, junte um punhado de tecnologia e entregue nas mãos dos britânicos... Temos Black Mirror, a série mais perturbadora e surpreendente que eu já vi na vida. 

A principio a série teve 7 episódios (2 temporadas e um especial de natal), a terceira temporada (com 6 episódiosfoi encomendada pela produção americana da Netflixe já estão disponibilizados. Mas hoje eu trouxe um breve comentário sobre a primeira temporada. 
Todos os episódios são independentes, sendo assim, cada um com um elenco diferente e histórias distintas, mas todos eles satirizam e criticam de forma impiedosa a tecnologia em nossas vidas. Com a desculpa de que estes personagens vivem em um futuro um pouco distante, com tecnologia mais avançada, a série vai além e esfrega na cara do espectador todo horror e falta de bom senso em que a humanidade caminha a passas largos, em metáforas assustadoramente surreais e ao mesmo tempo tão próximas ao nosso tempo. Todos os episódios possuem roteiros inteligentíssimos e imprevisíveis, são bem dirigidos e as atuações são boas e convincentes, não há como discordar. Dito isso, vamos aos episódios:

Primeira temporada

Hino Nacional
No primeiro, a princesa Susannah é sequestrada sob ameaça de morte. O resgate? Algo inusitado, o primeiro-ministro deveria transar com um porco em cadeia nacional e ele tem pouco tempo se não quiser se expor, mas a internet não perdoa e em poucos minutos todo mundo está a par da situação. Antes do soco no estômago, ele nos joga na situação em que todos estão aguardando o desfecho do sequestro via internet ou TV, criticando, pressionando ou sofrendo enquanto o primeiro-ministro tenta achar uma solução: A humilhação ou a culpa pela morte da princesa. Tenso!

Quinze Milhões de Méritos
Em um mundo distópico no qual as pessoas vivem cercadas por televisões e são obrigadas a pedalar bicicletas ergométricas para gerar energia, a única esperança de uma vida remotamente melhor é participar de um reality show. Este foi o episódio que eu menos gostei, mas ele é muito interessante, tanto pela tecnologia e a ideia de produzir a própria energia em prol da tecnologia para viver, em troca a escravidão dentro dos padrões impostos. Interessante ver o ponto de vista de cada pessoa que vive neste mundo. Um dos episódios que mais usa o CGi e é impressionante o visual. Uma curiosidade é que a produtora deste episódio é a Endemol, a criadora do Big Brother e neste episódio há duras e pesadas críticas que cabem a ela mesma.

Toda a sua história
Em uma realidade alternativa, as pessoas têm acesso a uma espécie de chip que grava tudo aquilo que veem, ouvem e fazem, permitindo que as memórias sejam revistas com projeção através dos olhos. Uau! Este foi o episódio que eu mais gostei, além das atuações serem ótimas (o personagem principal é interpretado por Tobey Kebbell), as ambientações são simples mas de muito requinte e a cinematografia é realista e claustrofóbica. A tecnologia não é tão visual quanto no segundo episódio, mas a simplicidade e a narrativa envolvente apresenta tom de ameaça à privacidade sem igual, imagina se suas memórias caem nas mãos de terceiro? Foi um episódio angustiante, quase um terror psicológico que me fez pensar por muitos dias nele. Esta e a season finale da primeira temporada. Robert Downey Jr. comprou este episódio para transformá-lo em um filme. Estamos no aguardo.


Ficha Técnica da 1ª Temporada (Reino Unido, 2011)
Duração: 3 episódios de aproximadamente 45 min cada.
Showrunner: Charlie Brooker
Direção: Otto Bathurst, Euros Lyn, Brian Welsh
Roteiro: Charlie Brooker, Konnie Huq, Jesse Armstrong
Elenco: Rory Kinnear, Lindsay Duncan, Donald Sumpter, Daniel Kaluuya, Jessica Brown Findlay, Rupert Everett, Toby Kebbell, Jodie Whittaker, Tom Cullen.
Disponibilização no Brasil: Netflix.


terça-feira, 4 de outubro de 2016

Episódio #1 - Westworld - HBO

"Já questionou a natureza da sua realidade?"


Domingo (02/10), estreou a nova série de ficção científica da HBO com o maior índice de audiência de estreia, desde 2014 com "True Detective" (que por sinal, foi uma das melhores série que já assisti na vida!), foram 3, 3 milhões de espectadores segundo a VarietyWestworld deve substituir em breve "Game Of Thrones" que tem previsão para encerar em 2018.

Veja a abertura enigmática da série: 


O primeiro episódio foi estonteante, criada pelo Jonathan Nolan (isso mesmo, irmão de Christopher Nolan) e produzida por J.J Abrams, a série sci-fi mistura faroeste (a principio) e muito mistério. Futurista, não sabemos em que tempo se passa, num parque temático onde androides "vivem" em um loop temporal (eles não tem consciência disto, nem de que são robôs), eles são a diversão, brinquedos programados para reagirem conforme o roteiro (também não podem machucar os humanos), estão misturados com pessoas reais transitando no parque. O problema é que (parece que) na última atualização dos robôs que podem ser "mortos" na brincadeira do parque, retornam e começaram a "misturar" em suas memórias resíduos de atualizações passadas, com roteiros antigos no qual eles representaram outros personagens (como se eles estivessem tendo um lapso de suas "vidas passadas"), e estão dando defeito, o que pode ser considerado uma possível ameça aos humanos. Isso me lembrou o livro "Eu, Robô" (1950) de Isaac Asimov, quando um robô entra em conflito com as leis da robótica e apresenta uma "confusão mental". Aliás, não tem como não pensar em Isaac Asimov assistindo a esta série.

Veja o trailer:


Por outro lado temos as pessoas responsáveis pelo funcionamento do parque, pessoas com conflitos pessoais, ambições, funcionário com comportamento duvidoso... A complexidade humana e sua brincadeira favorita: Brincar de ser Deus. 

As atuações são de tirar o chapéu e os atores que interpretam o androides são os melhores. A cinematografia é um show a parte, com ambientações à céu aberto e iluminação natural para planos abertos em cenários naturais, a fotografia é clara e limpa, mesmo em ambientes fechados e a noite. Nos bastidores do parque, as salas são futuristas com paredes transparentes que revelam a complexidade da produção dos elementos do parque, é surreal. Tem também uma especie de depósito onde os brinquedos que estão com defeito vão para lá (não parece muito confiável), o realismo é surpreendente. Os efeitos visuais são funcionais, o CGi sutil é absolutamente natural aos olhos do espectador. A trilha sonora marca as cenas com precisão da abertura até momentos mais tensos, é bastante envolvente e intensifica a sensação de mistério. 

E aquela mosca, hein?


Anthony Hopkins, Miranda Otto, Ed Harris, Evan Rachel Wood, Thandie Newton, Tessa Thompson e nosso querido brasileiro Rodrigo Santoro estão no elenco.

Olha esse cartaz de divulgação do parque Westworld. Que tal uma passadinha lá?

Domingo que vem tem o segundo episódio da série, na HBO as 23h.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Séries: Luke Cage - (Netflix, 2016)


Eu gostei muito do personagem Luke Cage que eu vi em Jessica Jones, porém não acreditava muito que se saísse bem em uma série só dele, Mike Colter tem carisma, mas não me convenceu como um super-herói. Mas isso não chega a ser um peso para a série que tem outros personagens que conduzem muito bem a trama, apesar de diálogos pouco marcantes e eu diria bem mais clichê do que deveria, o roteiro é ótimo fecha bem o arco e nos prepara para uma possível segunda temporada, caso ela não chegue, não há muito para encerrar que não possa ser feito em Os Defensores, a série prevista para 2017 que reunirá Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro (ainda inédita), que será para a telinha o que Os Vingadores foi para o cinema interligando Universo Cinematográfico Marvel.


A história se passa no Halem, meses após os acontecimentos de Jessica Jones. Assim como em Demolidor a corrupção está em destaque, os vilões tem motivações de sobra para não quererem um super-herói por perto. Esta é uma série que consegue ser ainda mais realista, baseada na série de quadrinhos do personagem de mesmo nome da Marvel, criado nos anos 70, aqui temos apenas uma degustação ao seu icônico uniforme com tiara prateada e braceletes, é uma das (poucas) cenas mais hilárias da série.

Na trama ele é um ex-presidiário lavador de pratos, humilde, honesto e muito sensível (um trocadilho com sua pele impenetrável? Talvez!). Mas é aí que eu não consigo encontrar o super-herói que eu estava procurando. Mike Colter se esforça, é muito carismático, mas além dos seus diálogos serem piegas, mesmo em momentos de fúria sua expressão não passa convicção, ele me parece simpático demais para alguém que vai combater vilões no mano a mano, a coreografia de suas cenas de luta e destruição também não me convenceram, seu físico marca presença, as vezes até me faz lembrar o Gigante Esmeralda mas falta um senso ameaçador, mesmo quando todos saem correndo, Colter é muito mecânico, falta atuação.


Já o ator Mahershala Ali, que interpreta o vilão Cornell Strokes ou "Boca de Algodão" é bem o oposto, também carismático, ele atua com perfeição (sentir ódio dele!). Ele tem estilo, uma fala mansa que contrasta bem com seu perfil extremamente violento. Ele é uma ameça e sua presença rouba a cena (diga-se de passagem sempre embaladas com uma boa trilha sonora), um vilão que a muito tempo eu não via, ele é realmente tenso. A atriz Alfre Woodard (que também fez uma pontinha, como outra personagem, em "Capitão América: Guerra Civil") dá vida a uma vilã que eu particularmente adorei, ela interpreta a vereadora Mariah Dillard, prima do "Boca de Algodão" é manipuladora e imprevisível, ela vai chegando devagar e impressiona com sua atuação brilhante. O que não posso dizer do Theo Rossi ator que interpreta Shades, se limita a tirar e a colocar os óculos escuros tanto quanto fazer cara de galã canastrão, sua atuação não tem impacto e consegue ser o mais clichê dos personagens, não intimida e não apresenta ameça real, é chato, eu torci pela morte dele toda vez que ele aparecia. Porém no geral, os vilões são bons, caricatos também, mas estamos falando de uma série que é baseada em quadrinhos, torná-la realista demais fugiria do que foi proposto. 


Do lado dos mocinhos temos a já conhecida Rosario Downson, figurinha carimbada nas séries Demolidor Jessica Jones ela retorna com seu personagem, a enfermeira Claire Temple, e forma uma ótima dupla com o "quase" indestrutível Luke Cage, a química entre eles é tão boa que até a performance de Mike Colter fica melhor com ela em cena. Claire está de volta ao Harlem depois dos acontecimentos da segunda temporada de Demolidor, ela volta para a casa de sua mãe, Soledad, interpretada pela atriz brasileira Sônia Braga (arrasou!). Outra atriz que brilha em cena e Simone Missick ela interpreta a detetive Misty Knight, sua personagem começa devagar, mas tem uma tensão entorno dela, uma complexidade que vamos sentindo a cada episódio. Frankie Faison interpreta o personagem Pop, tudo começa com ele, o personagem é um filho do Harlem e representa uma figura paterna para seus pupilos em sua barbearia, é o ponto tradicional do bairro, um ponto fixo da trama. 

A série tem ótima cinematografia é bem urbana, e a maior parte do tempo os acontecimentos são a noite e/ou ambientes fechados, mas com ótima iluminação e cores com boa fotografia. Alguns cenários são bem mais utilizados do que outros como a boate Harlem's Paradise com direito a trilha sonora quase que narrando a história em Jazzfunk soul e R&B. Não é uma coisa muito original, mas é interessante de ver e ouvir. Há muitas cenas em plano médio, realçando objetos de cena e pessoas, surpreendentemente o destaque no escritório do vilão que tem em sua sala um quadro no rapper Notorius BIG com uma coroa em sua cabeça, aqui a simetria é perfeita no encaixe do personagem à frente do quadro na qual causa a ilusão que a coroa está em sua cabeça. Funciona muito bem a alusão ao Rei do Crime, seria Cornell Strokes o novo rei?


Tem ação, mas é a violência que marca presença aqui. Os temas atuais e a realidade mais presente até do que nas séries anteriores dessa parceria Marvel/Netflix. Luke Cage traz easter-eggs para os conhecedores dos quadrinhos (lá no finalzinho uma referência à próxima série, Punho de Ferroe novidades para o público em geral. Faz menção à acontecimentos e aos heróis do Universo Cinematográfico Marvel interligando séries e filmes, além de ser uma série que mostra muito da cultura afro-americana com um herói negro à prova de balas. É um convite irrecusável, não acha?

Veja o trailer:


Disponível no catálogo da Netflix.