quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Borboleta Negra (Black Butterfly, 2017).

Dirigido por Brian Goodman, Black Butterfly, é um remake do filme francês de 2008 “Papillon Noir”.

Paul é um escritor em crise de inspiração que vive sozinho numa velha casa de montanha. Um dia, numa ida à cidade mais próxima, conhece Jack e oferece-lhe um lugar para ficar durante alguns dias em troca de pequenos arranjos na habitação. Mas o aparentemente tranquilo Jack toma algumas atitudes despropositadas. Paul começa a ter dúvidas sobre as intenções do seu convidado e a temer pela própria vida.


Com 93 min. de duração, o primeiro ato demora para desenvolver-se e a trama só engata lá para os 35 minutos de filme. Serei breve para evitar spoilers, mesmo achando que este filme merece uma crítica com spoilers para justificar melhor o porquê dele não funcionar.


Com muitas pontas soltas e muitos (muitos mesmo!) erros de roteiro, mesmo assim o filme consegue prender o espectador com a tensão criada pelo diretor Brian Goodman (diretor do esquecível Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio) mas os diálogos muito ruins e muitas reviravoltas ao longo da trama, tornam o filme um tanto previsível até chegarmos ao terceiro ato, onde mais uma reviravolta, esta até bastante interessante, nos dá esperança de um desfecho plausível, o que também é ruim, porque eleva a expectativa do espectador mas não se sustenta por muito tempo, a direção não dá conta e abre mais questões que não serão respondidas ou serão, de forma fácil ou negligenciadas.


As atuações são boas, há um esforço por parte do elenco maior do que o filme merece, e a direção consegue nos deixar curiosos de forma que nos deixamos levar pelos acontecimentos, aceitando decisões duvidosas por parte dos personagens para tornar menos absurdas as revelações finais que ao final do terceiro ato começa a correr na direção oposta ao que se presume. Porém, o roteiro retrocede em sua evolução ao apresentar o último plot twist, uma reviravolta que joga um final inesperado, sim!, porém extremamente preguiçoso que tenta "tapar" e justificar de forma medíocre os problemas da narrativa. Por mais que seja surpreendente, uma "surpresa" não sustenta e não corrige os erros de um roteiro mal escrito, este é um artifício perigoso que engana o espectador, neste caso de forma negativa, com a falsa impressão de que o filme mesmo sendo ruim ao longo de toda a trama, se conserta com um final que justificaria todas pontas soltas, e a explicação final é "porque sim!". Acredite se quiser.


O elenco é um desperdício (Jonathan Rhys Meyers, Piper Perabo e Antonio Banderas).