quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

La La Land - Cantando Estações (La La Land, 2017).


Eu amo musicais, sejam eles clássicos ou modernos. O último musical que eu me encantei foi Moulin Rouge, sou completamente apaixonada por tudo que há nele. Achei até que seria impossível um novo musical superá-lo nestes tempos difíceis do cinema hollywoodiano... me enganei!


La La Land é divertido, emocionante, despretensioso, ele faz uma sutil homenagem aos clássicos da década de 40 e 50, era de ouro dos musicais, mas não tem a pretensão de imitá-los, não exagera nas referências e, melhor ainda, entrega algo novo ao espectador. O longa-metragem não é totalmente cantado e suas canções, introduzidas de forma muito inteligente a narrativa, não sobrecarregam a quem não curte musicais, ou seja, mesmo que você não curta musicais, há uma enorme probabilidade de curtir este aqui.


O casal (interpretado por Emma Stone e Ryan Gosling), se conhecem e imediatamente se apaixonam. Ele, um pianista apaixonado por Jazz, ela, uma aspirante atriz de Hollywood, ambos buscando realizar seus sonhos profissionais e conciliar o romance. Já no início temos aproximadamente 7 minutos de uma performance energética num viaduto sobre carros em um imenso engarrafamento, cores vibrantes, malabarismo sobre os veículos e numa atmosfera quente. Ame-o ou deixe-o? Que nada, daqui pra frente não é tanto assim, o filme envolve e tem menos canções do que eu esperava e também é mais realista do que o de costume.


Indicado ao Globo de Ouro em 7 categorias, La La Land levou facilmente as 7 estatuetas, e hoje foi divulgada a lista dos indicados ao Oscar e adivinha quem lidera? La La Land, com 14 indicações em 13 categorias, isso porque na categoria Melhor Canção Original ele concorre com duas canções.Eu colocaria mais uma, e não estou exagerando, composta por Justin Hurwitza trilha sonora é simplesmente a melhor dos últimos tempos. Até eu saí do cinema com vontade de tocar (e já arrisquei umas notas, hehe!). 
Ainda sobre as indicações ao Oscar 2017(clique aqui para ver a lista completa dos indicados), isso é um recorde só alcançado por Titanic (1998) e A Malvada (1950), e eu considero justa todas as categorias que o musical concorre, podemos considerá-lo uma obra-prima do nosso tempo.Não que ele tenha algo muito a cima do que já vimos, eu não estou, com isso, dizendo que este seja melhor do que Cantando na Chuva por exemplo, realmente não considero, mas é fabuloso como é perfeito em tudo, na construção dos personagens, no figurino, no visual artístico fantástico, nas simplicidade da trama e na atmosfera envolvente, sem falar na cinematografia que é encantadora.



A direção de Damien Chazelle, mesmo diretor do sensacional Whiplash, é tão ousada quanto a do sucesso anterior, cores vibrantes e primárias (vermelho, verde, azul, amarelo) dão um colorido especial e marcante para cada momento da trama. Ângulos de câmera que tornam ainda mais charmosos cenários e fotografia. Usa-se longos e vários planos-sequencia, sempre em câmera aberta e estática, isso quer dizer que tudo que está na tela pode ser bem aproveitado pelo espectador de maneira que possamos apreciar cada detalhe em tela, sem muitos cortes e com a ilusão de que alguns realmente não foram cortados.


O que exige mais do ator, pois aqui não temos o extraordinário Gene Kelly e nem Debbie Reynolds, dançarinos experientes renomados, mas o que Emma (muito expressiva) e Ryan fazem é tão bonito e com tanta dedicação que é impossível o mais exigente dos cinéfilos não simpatizar. Até porque o carisma e a química que ambos têm é tão forte, que eles poderiam voltar em outros musicais, eu iria adorar!

Assista ao trailer:


O que esperar deste musical: Uma encantadora história de amor feita como uma pintura em movimento, é sim uma obra de arte, pois é feito de maneira muito técnica e ainda é capaz de emocionar. Nostálgico e original, na dosagem certa para quem gosta do cinema que traz arte e entretenimento de mãos dadas. Eu recomendo, corram para o cinema, assistam legendado e preparem-se para se apaixonar.