A primeira animação para adultos, conta a historia de uma salsicha que lidera um grupo de produtos de supermercado em um jornada para descobrir a verdade sobre a sua existência e o que realmente acontece quando eles são escolhidos da prateleira. Veja o trailer:
No elenco de dubladores nacionais, está a equipe de Porta dos Fundos, Antonio Tabet, Gregorio Duvivier, Fábio Porchat, Thati Lopes, Rafael Portugal, Luis Lobianco, Karina Ramil, Gabriel Totoro e João Vicente de Castro. Quem também está no elenco é o brilhante Guilherme Briggs, como Frank. Os comerciais são cada um mais hilários do que o outro confiram alguns deles aqui:
O quebra-cabeças do Doutor Estranho contém 200 peças e tamanho 31,0 x 44,0 cm, pelo menos tem um preço razoável, nas lojas físicas ele custa em média R$39,90, mas eu adquiri o meu por R$31,49 na Americanas.com.
Com o dia das crianças chegando, que tal estimular os pequenos nerds? Ou apenas uma boa desculpa para ter um desses em casa. Hehehe!
Domingo (02/10), estreou a nova série de ficção científica da HBO com o maior índice de audiência de estreia, desde 2014 com "True Detective" (que por sinal, foi uma das melhores série que já assisti na vida!), foram 3, 3 milhões de espectadores segundo a Variety. Westworld deve substituir em breve "Game Of Thrones" que tem previsão para encerar em 2018.
Veja a abertura enigmática da série:
O primeiro episódio foi estonteante, criada pelo Jonathan Nolan (isso mesmo, irmão de Christopher Nolan) e produzida por J.J Abrams, a série sci-fi mistura faroeste (a principio) e muito mistério. Futurista, não sabemos em que tempo se passa, num parque temático onde androides "vivem" em um loop temporal (eles não tem consciência disto, nem de que são robôs), eles são a diversão, brinquedos programados para reagirem conforme o roteiro (também não podem machucar os humanos), estão misturados com pessoas reais transitando no parque. O problema é que (parece que) na última atualização dos robôs que podem ser "mortos" na brincadeira do parque, retornam e começaram a "misturar" em suas memórias resíduos de atualizações passadas, com roteiros antigos no qual eles representaram outros personagens (como se eles estivessem tendo um lapso de suas "vidas passadas"), e estão dando defeito, o que pode ser considerado uma possível ameça aos humanos. Isso me lembrou o livro "Eu, Robô" (1950) de Isaac Asimov, quando um robô entra em conflito com as leis da robótica e apresenta uma "confusão mental". Aliás, não tem como não pensar em Isaac Asimov assistindo a esta série.
Veja o trailer:
Por outro lado temos as pessoas responsáveis pelo funcionamento do parque, pessoas com conflitos pessoais, ambições, funcionário com comportamento duvidoso... A complexidade humana e sua brincadeira favorita: Brincar de ser Deus.
As atuações são de tirar o chapéu e os atores que interpretam o androides são os melhores. A cinematografia é um show a parte, com ambientações à céu aberto e iluminação natural para planos abertos em cenários naturais, a fotografia é clara e limpa, mesmo em ambientes fechados e a noite. Nos bastidores do parque, as salas são futuristas com paredes transparentes que revelam a complexidade da produção dos elementos do parque, é surreal. Tem também uma especie de depósito onde os brinquedos que estão com defeito vão para lá (não parece muito confiável), o realismo é surpreendente. Os efeitos visuais são funcionais, o CGi sutil é absolutamente natural aos olhos do espectador. A trilha sonora marca as cenas com precisão da abertura até momentos mais tensos, é bastante envolvente e intensifica a sensação de mistério. E aquela mosca, hein?
Anthony Hopkins, Miranda Otto, Ed Harris, Evan Rachel Wood, Thandie Newton, Tessa Thompson e nosso querido brasileiro Rodrigo Santoro estão no elenco.
Olha esse cartaz de divulgação do parque Westworld. Que tal uma passadinha lá?
Domingo que vem tem o segundo episódio da série, na HBO as 23h.
Eu gostei muito do personagem Luke Cage que eu vi em Jessica Jones, porém não acreditava muito que se saísse bem em uma série só dele, Mike Colter tem carisma, mas não me convenceu como um super-herói. Mas isso não chega a ser um peso para a série que tem outros personagens que conduzem muito bem a trama, apesar de diálogos pouco marcantes e eu diria bem mais clichê do que deveria, o roteiro é ótimo fecha bem o arco e nos prepara para uma possível segunda temporada, caso ela não chegue, não há muito para encerrar que não possa ser feito em Os Defensores, a série prevista para 2017 que reunirá Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro (ainda inédita), que será para a telinha o que Os Vingadores foi para o cinema interligando Universo Cinematográfico Marvel.
A história se passa no Halem, meses após os acontecimentos de Jessica Jones. Assim como em Demolidor a corrupção está em destaque, os vilões tem motivações de sobra para não quererem um super-herói por perto. Esta é uma série que consegue ser ainda mais realista, baseada na série de quadrinhos do personagem de mesmo nome da Marvel, criado nos anos 70, aqui temos apenas uma degustação ao seu icônico uniforme com tiara prateada e braceletes, é uma das (poucas) cenas mais hilárias da série.
Na trama ele é um ex-presidiário lavador de pratos, humilde, honesto e muito sensível (um trocadilho com sua pele impenetrável? Talvez!). Mas é aí que eu não consigo encontrar o super-herói que eu estava procurando. Mike Colter se esforça, é muito carismático, mas além dos seus diálogos serem piegas, mesmo em momentos de fúria sua expressão não passa convicção, ele me parece simpático demais para alguém que vai combater vilões no mano a mano, a coreografia de suas cenas de luta e destruição também não me convenceram, seu físico marca presença, as vezes até me faz lembrar o Gigante Esmeralda mas falta um senso ameaçador, mesmo quando todos saem correndo, Colter é muito mecânico, falta atuação.
Já o ator Mahershala Ali, que interpreta o vilão Cornell Strokes ou "Boca de Algodão" é bem o oposto, também carismático, ele atua com perfeição (sentir ódio dele!). Ele tem estilo, uma fala mansa que contrasta bem com seu perfil extremamente violento. Ele é uma ameça e sua presença rouba a cena (diga-se de passagem sempre embaladas com uma boa trilha sonora), um vilão que a muito tempo eu não via, ele é realmente tenso. A atriz Alfre Woodard (que também fez uma pontinha, como outra personagem, em "Capitão América: Guerra Civil") dá vida a uma vilã que eu particularmente adorei, ela interpreta a vereadora Mariah Dillard, prima do "Boca de Algodão" é manipuladora e imprevisível, ela vai chegando devagar e impressiona com sua atuação brilhante. O que não posso dizer do Theo Rossi ator que interpreta Shades, se limita a tirar e a colocar os óculos escuros tanto quanto fazer cara de galã canastrão, sua atuação não tem impacto e consegue ser o mais clichê dos personagens, não intimida e não apresenta ameça real, é chato, eu torci pela morte dele toda vez que ele aparecia. Porém no geral, os vilões são bons, caricatos também, mas estamos falando de uma série que é baseada em quadrinhos, torná-la realista demais fugiria do que foi proposto.
Do lado dos mocinhos temos a já conhecida Rosario Downson, figurinha carimbada nas séries Demolidor e Jessica Jones ela retorna com seu personagem, a enfermeira Claire Temple, e forma uma ótima dupla com o "quase" indestrutível Luke Cage, a química entre eles é tão boa que até a performance de Mike Colter fica melhor com ela em cena. Claire está de volta ao Harlem depois dos acontecimentos da segunda temporada de Demolidor, ela volta para a casa de sua mãe, Soledad, interpretada pela atriz brasileira Sônia Braga (arrasou!). Outra atriz que brilha em cena e Simone Missick ela interpreta a detetive Misty Knight, sua personagem começa devagar, mas tem uma tensão entorno dela, uma complexidade que vamos sentindo a cada episódio. Frankie Faison interpreta o personagem Pop, tudo começa com ele, o personagem é um filho do Harlem e representa uma figura paterna para seus pupilos em sua barbearia, é o ponto tradicional do bairro, um ponto fixo da trama. A série tem ótima cinematografia é bem urbana, e a maior parte do tempo os acontecimentos são a noite e/ou ambientes fechados, mas com ótima iluminação e cores com boa fotografia. Alguns cenários são bem mais utilizados do que outros como a boate Harlem's Paradise com direito a trilha sonora quase que narrando a história em Jazz, funk soul eR&B. Não é uma coisa muito original, mas é interessante de ver e ouvir. Há muitas cenas em plano médio, realçando objetos de cena e pessoas, surpreendentemente o destaque no escritório do vilão que tem em sua sala um quadro no rapperNotorius BIG com uma coroa em sua cabeça, aqui a simetria é perfeita no encaixe do personagem à frente do quadro na qual causa a ilusão que a coroa está em sua cabeça. Funciona muito bem a alusão ao Rei do Crime, seria Cornell Strokes o novo rei?
Tem ação, mas é a violência que marca presença aqui. Os temas atuais e a realidade mais presente até do que nas séries anteriores dessa parceria Marvel/Netflix.Luke Cage traz easter-eggs para os conhecedores dos quadrinhos (lá no finalzinho uma referência à próxima série, Punho de Ferro) e novidades para o público em geral. Faz menção à acontecimentos e aos heróis do Universo Cinematográfico Marvel interligando séries e filmes, além de ser uma série que mostra muito da cultura afro-americana com um herói negro à prova de balas. É um convite irrecusável, não acha?
Olha quem está de volta! Eu particularmente gosto muito da saga de Capitão Jack Sparrow, é um universo cheio de possibilidades e fazendo bem feito podemos ter inúmeras histórias, este já é o quinto filme da franquia. Só queria entender o porquê do título em português não ser igual ao original: "Piratas do Caribe: Os mortos não contam histórias".
Sinopse: O capitão Salazar (Javier Bardem) é a nova pedra no sapato do capitão Jack Sparrow (Johnny Depp). Ele lidera um exército de piratas fantasmas assassinos e está disposto a matar todos os piratas existentes na face da Terra. Para escapar, Sparrow precisa encontrar o Tridente de Poseidon, que dá ao seu dono o poder de controlar o mar.
Veja o primeiro teaser trailer:
Direção: Joachim Rønning, Espen Sandberg Elenco: Johnny Depp, Javier Bardem, Orlando Bloom, Kaya Scodelario, Brenton Thwaites, Geoffrey Rush.
Pirates of Caribbean: Dead Men Tell No Tales(título original), tem estreia prevista para 25 de maio no Brasil.
Baseando-se no livro infanto-juvenil "O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares" de Ransom Riggs, o diretor faz um trabalho envolvente e criativo, mais leve e menos ousado do que o de costume, mas que é capaz de surpreender e até quase aterrorizar o seu público alvo. Miss Peregrine's Home for Peculiar Children(título original), o longa conta a história de um garoto de 16 anos que após a morte estranha do avó (Terence Stamp), segue seu conselho e vai ao encontro a srta. Peregrine (Eva Green). Só que, ao chegar, descobre que o local onde ela viveria é uma mansão em ruínas, que foi atingida por um míssil durante a Segunda Guerra Mundial. Ao investigar a área, Jake (Asa Butterfield)descobre que lá há uma fenda temporal, onde a srta. Peregrine vive e protege várias crianças dotadas de poderes especiais.
O design de produção e a direção de arte são impecáveis como Tim sabe fazer, com figurinos interessantes e cenários curiosos, o mesmo acontece com a cinematografia, apesar de escura por causa do efeito 3D, traz uma profundidade interessante. A fotografia, alegre e colorida, tem momentos específicos em paletas de cores mais frias que realçam a iluminação precisa em cenas noturnas. Os efeitos especiais estão bem empregados com auxilio dos efeitos visuais para a composição final e acabamento das cenas que envolvem neve, mar e chuva. O CGi é introduzido sem excessos, os monstros são convincentes e a animação (movimento) fica bem natural. Não temos uma avalanche de CGi, mas sempre que os efeitos entram em cena fica impossível não se encantar. Apenas o efeito em 3D deixa a desejar, exceto por uma cena fantástica que joga o expectador diretamente na trama, que foi uma ótima surpresa, fora isto, é dispensável. Um problema que muito me incomodou foi a montagem, de uma cena para outra há cortes bruscos, um desleixo da edição, talvez de cenas que foram deletadas e com isso mais problemas. Existem dois personagens que simplesmente desaparecem do filme.
Dos personagens, as crianças com suas peculiaridades são convincentes e os atores tem boas interpretações, porém a falha fica a cargo do desenvolvimento desses personagens, limitados ao que vemos assim que somos apresentados a eles. O longa promete um momento especial que nunca chega, é certo que fica faltando algo. Não é porque as crianças peculiares poderiam ser facilmente comparadas aos X-Men, mas porque suas peculiaridades são criativas, há originalidade na maioria dos personagens e então me peguei querendo mais desse universo. A Sra. Peregrine é a encantadora Eva Green, ela não erra, sua personagem é protetora, enigmática, e tem um ar de loucura e perigo, a gente nunca sabe o que esperar dela, infelizmente aparece bem menos do que eu gostaria, dito pelo próprio Tim Burton que esta personagem seria uma "Mary Poppins estranha", eu achei que Mary Poppins ainda tem mais crédito por ter mais tempo em seu filme, eu queria mais Eva Green. Samuel L. Jackson está um vilão ameaçador que seria perfeito se não fosse o alivio cômico ao mesmo tempo (??), o problema deste vilão é o excesso de piadinhas, mas entendemos, é um filme para crianças, e as piadas não são assim tão ruins, elas servem na maior parte do tempo para suavizar o personagem e suas ações. Sua caracterização é fantástica e me surpreendeu. Já Asa Butterfield, o protagonista da aventura parece perdido, falta expressão, falta atuação, seu personagens deveria passar mais convicção com a série de relações mal resolvidas e as descobertas incríveis, mas ele não esboça sentimento, não tem nenhum carisma, é totalmente indiferente, todos os outros personagens são muito mais interessantes. Eu confesso que gostaria de ver uma versão para maiores deste longa.
Mesmo com alguns problemas, o longa é uma fantasia fantástica, é mais uma fábula de Burton, tem magia e novidade, é preciso ler nas entrelinhas, é claro que também traz algumas referências aos trabalhos anteriores, mas nada que atrapalhe o desenvolvimento deste trabalho que tem brilho e carisma. Funciona perfeitamente nos dois primeiros atos, torna-se um pouco enfadonho no terceiro até que se apresenta a ação. O desfecho é satisfatório. Sendo este filme baseado no primeiro livro de uma trilogia, ele se resolve muito bem. Eu estou na metade do livro, e não ouso fazer comparações, primeiro porque são mídias diferentes e vejo que o diretor, poderia sim, fazer um filme mais sério seguindo o clima mais pesado do livro, mas ele optou por fazer uma adaptação mais infantil. Não é o melhor trabalho do diretor, mas fazia tempo que eu não saia do cinema tão satisfeita com um trabalho do visionário Tim Burton.
Assista ao trailer:
O longa está em cartaz em todos os cinemas do Brasil. Veja os cartazes peculiares: