domingo, 22 de novembro de 2015

A Visita (The Visit, 2015)

Falar sobre um filme de M. Night Shyamalan é um pouco complicado... Não me decidi ainda se gostei ou não.

Sinopse: Um garoto (Ed Oxenbould) e sua irmã (Olivia DeJonge) são mandados pela mãe (Kathryn Hahn) para visitar seus avós que moram em uma remota fazenda. Não demora muito até que os irmãos descubram que os idosos estão envolvidos com coisas profundamente perturbadoras que colocam a vida dos netos em perigo.



Ok, então vamos lá! O longa traz boas cenas de suspense, mas ao mesmo tempo doses exageradas de humor, as vezes bem-vindas, as vezes não! E neste desequilíbrio eu não sei se estava vendo um filme de "terror" ou um "terrir", mas o que mais me incomodou foi que, ele é todo rodado no estilo Bruxa de Blair (em found footage, aquela câmera na mão estilo documentário), ah, isso cansa viu?!



A trilha sonora é das boas, as atuações merecem ser destacadas principalmente o ator mirim Ed Oxenbould, ele me surpreendeu, sua interpretação que vai de cenas cômicas à cenas de choque, ele me convenceu e espero vê-lo em outros filme em breve. Os avós também cumprem a sua parte, fiquei assustada com aqueles dois!


M. Night Shyamalan sabe criar um clima tenso e prende o espectador até o final com o mistério, decepcionando ou não. Eu esperava mais do filme como um todo, e esperava algo diferente, mas mesmo assim, tive uma boa surpresa com a reviravolta da trama. A ideia é boa mais o roteiro é falho e exagerado, a cinematografia é ótima, limpa, com uma fotografia clara, a edição tem momentos interessantes, mas não chega a excelência, tem problemas na passagem de tempo e principalmente por ser found footage (volto a dizer é muito chato e ouso a dizer, já deu, está ultrapassado é muito clichê!), os jump scares (sustos repentinos) funcionam bem, não chega a ser um problema (um em especial realmente me assustou). No geral, falta seriedade, tem momentos que o humor estraga o suspense, e a gente nunca sabe se é pra rir ou pra assustar!


Não vá esperando algo como O Sexto Sentido, que na minha opinião é o melhor longa de Shyamalan, mas também não é tão ruim, dá pra se divertir.




O Último Caçador de Bruxas (The Last Witch Hunter, 2015)

 Mais um filme sobre bruxas e... Vin Diesel porradeiro,  Rose Leslie (Ygritte de Game of Thrones) pra dar o toque feminino, Elijah Wood talvez em sua pior atuação e  Michael Caine...  Michael Caine? O quê ele tá fazendo aqui??


The Last Witch Hunter não convence, infelizmente nada aqui funciona, nem os efeitos visuais, nem as cenas de ação, roteiro, trilha sonora... É tudo muito genérico, clichê, e desinteressante. Mesmo para os fãs de Vin Diesel, este filme não aproveita nenhuma boa cena de ação, daquelas que a gente curte e sai do cinema comentando... 

O elenco escalado está totalmente perdido, um desperdício ter Michael Caine aqui, fazendo... Nada!

Eu sei que nem todo filme foi feito para ser um clássico, ou perfeito para se chamar de obra-prima, mas alguns (como este!), são realmente desnecessários. A fotografia escura e o CGi, na maioria das vezes, fraco, não nos dá a chance de dizer que pelo menos pelo visual, valeu a pena. Não! Não valeu, João e Maria: Caçadores de Bruxas é no mínimo excelente perto deste aqui.


No final das contas algumas poucas cenas bem humoradas, fazem com que o filme não seja um total desperdício de tempo, então eu recomendo apenas para quem quer mesmo só uma distração, e para os fãs de Vin Diesel. 



terça-feira, 20 de outubro de 2015

Peter Pan (PAN, 2015)

Eu ouvi alguém dizer, pensei sobre isso e concordo: "Esse Peter Pan é o MAD MAX das crianças!"



Muita aventura e cores, o filme não deixa nada a desejar em CGi, os efeitos visuais e sonoros são de arrepiar e o 3D... Sensacional!




No elenco temos Hugh Jackman, Garrett Hedlund, Rooney Mara, Amanda Seyfried e Levi Miller, são bons atores, mas o destaque fica por conta Hugh Jackman com seu Barba Negra, já não posso dizer o mesmo do personagem James Gancho, é a pior atuação do ano, me desculpem os fãs de Garrett Hedlund, mas ele merece no mínimo uma indicação no Framboesa de Ouro, a atuação dele me deixou torta na cadeira toda vez que ele falava, será que ele estava com torcicolo?? Bom, deixa pra lá! 



A trilha sonora que nos brinda com Nirvana e Ramones, vocês precisam ouvir isto aqui, é uma bela versão, que reforça que este é o MAD MAX dos pequenos!

Smells Like Teen Spirit - Nirvana (por John Powell)

Blitzkrieg Bop - Ramones (por John Powell)

Esse, na minha opinião é o melhor momento do filme, pela trilha sonora e pelo o que o filme apresenta enquanto toca. Depois disso, achei que não mantém o ritmo, e se perde.



O roteiro é bem fraquinho, um ensaio para o que pode vir?! Hoje em dia parece que só se faz filme pensando em guardar o "algo mais" para o próximo, e isso acontece aqui também. No primeiro momento quando Peter chega a Terra do Nunca, até o segundo ato, quando é encontrada a tribo da Princesa Tigrinha (mas uma adaptação que não me agradou muito, mas até comprei a ideia), parece que a trama vai com tudo, mas já no terceiro ato o filme perde um pouco a força e aí é só esperar pra ver no que dá, a ação ajuda a prender a atenção do espectador.



O filme agrada mas não satisfaz, para mim a melhor versão de Peter Pan (já contada sei lá quantas vezes), ainda é Hook - A Volta do Capitão Gancho (Hook, 1991), pra quem não lembra, com  Robin Williams, Dustin Hoffman, Julia Roberts no elenco e Steven Spielberg na direção. Essa versão 2015, tem um belo visual, diverte, distrai, e mesmo com alguns problemas, vale a pena levar a criançada ao cinema para assistir.













sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Meia-Noite em Paris (2011)

Um filme escrito e dirigido por Woody Allen, eu não diria que seja uma comédia romântica, é uma fantasia com humor inteligente, e bem merecido que tenha levado o Oscar de Melhor Roteiro Original em 2011, além das indicações por Melhor Direção de Arte e Melhor Direção (Woody Allen). 


Sua fotografia é simplesmente fantástica e encanta a cinematografia retratando uma paris dos anos 20 e sua "época de ouro". 


Com Owen Wilson, Rachel McAdams, Marion Cotillard, Tom Hiddleston, Léa Seydoux, Kathy Bates, Adrien Brody e muitos outros, o elenco não deixa ninguém sobrando todos tem o seu incrível papel e seu momento para apresentar. O conflito do roteirista de Hollywood que ama e gostaria de viver em Paris sendo um escritor, porém sua noiva não pensa assim e quer que ele continue sendo o que ele é, na verdade, é apenas uma deixa, para a verdadeira mensagem que Woody Allen deseja passar. O filme é uma viagem no tempo com uma bela moral da história. 


Sinopse: Gil é um escritor e roteirista americano que vai com a noiva Inez e a família dela à Paris, lá ele, surpreendentemente, é transportado para a Paris de 1920, e conhece inúmeros intelectuais e artistas que frequentavam a cidade-luz naquela época, como F. Scott Fitzgerald, Gertrude Stein, Ernest Hemingway, Salvador Dali, e outros. 


O filme vale cada cena, que além de ser um tour pela cidade-luz, com cenas abertas e ângulos de um cartão postal em movimento, ainda traz muito bom humor, grandes atuações, trilha sonora marcante e um roteiro pra ninguém botar defeito. 

  • Alison Pill é Zelda Fitzgerald e Tom Hiddleston é F. Scott Fitzgerald
  • Marcial Di Fonzo Bo é Pablo Picasso
  • Adrien Brody é Salvador Dalí

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Locke, 2013

Filme em tempo real com 1h e 20 minutos aproximadamente, e tudo se resume a uma estrada, o carro, o telefone e Locke. Um filme de um homem só.



Você só precisa de 30 minutos pra entender tudo que se passa na vida de Locke (Tom Hardy), daí em diante é torcer, chorar, enlouquecer, questionar, julgar e refletir, até o desfecho do filme. Graças a fantástica atuação de Tom Hardy e a boa direção, se torna tão convincente, tão real, me sentir carona de Locke e quis brigar e apoiá-lo em suas decisões a medida que os diálogos vão se desenvolvendo, e enquanto isso o personagem cresce.


Locke é um filme para quem gosta de bons diálogos, ousadia e um bom drama. O roteiro é simples e corajoso, tudo aqui está em jogo, casamento, filhos, casa, família, carreira, trabalho, dignidade e cárter... Altamente reflexivo. 

Não recomendo para os mais preguiçosos. 


Um filme de Steven Knight com Tom Hardy e vozes de Olivia Colman, Ruth Wilson, Andrew Scott, Ben Daniels, Tom Holland, Bill Milner e Danny Webb.





domingo, 11 de outubro de 2015

Everest (2015)

Em 1996, aconteceu o pior desastre ocorrido no Monte Everest, o filme foi inspirado na história contada por Jon Krakauer (jornalista e um dos alpinistas que estavam lá), no livro "No Ar Rarefeito", e em outros livros sobre a tragédia.

Imagem de divulgação do filme.

Eu li o livro "No Ar Rarefeito" (foto à direita), e o que posso dizer a respeito da adaptação é óbvio, o filme teria que ter mais de 3 horas para contar toda a história. 
Pelo tamanho do elenco principal (Jake Gyllenhaal, Jason Clarke, Josh Brolin, John Hawkes, Robin Wright,Michael Kelly, Sam Worthington, Keira Knightley e Emily Watson), já dá pra ter uma ideia, pois cada estrela escalada para viver o drama na telona, é uma pessoa com sua história que esteve lá, e no livro, Jon Krakauer conta o seu ponto de vista sobre o que aconteceu, o que ele viu e conheceu de cada alpinista que esteve com ele na mesma equipe de expedição, já o filme, conta de um ponto de vista geral e resume, mais do que deveria, cada história apresentada, e isso acaba inevitável, porém uma saída para a adaptação seria reduzir o número de personagens apresentados e focar mais em suas histórias. 
Com isso o filme perde um pouco a emoção, pois não há tempo hábil para o espectador conhecer a todos, é mostrado muito pouco de cada um, mas ainda assim, este filme está longe de ser ruim, muito pelo contrário é uma ótima produção.
Apesar da falta que sentimos de um desenvolvimento maior deste roteiro, a direção é muito boa e nos mostra de maneira sutil, a dor e a angustia vivida nesta expedição.


Imagem de divulgação do filme.

Com uma fotografia perfeita e efeitos visuais que vale muito a pena ressaltar, parte do filme foi filmado no Nepal, lá mesmo, na base do Monte Everest, uma cinematografia perfeita, é como se estivéssemos lá, cenas e ângulos mostrados com precisão, em close ou cenas abertas, em momentos de extrema aflição e realismo. Mas ele não apela para estes momentos, não precisa, nós já sabemos que é baseado em fatos e quando lembramos, disso é suficiente para nos emocionarmos.


Imagem de divulgação do filme.
A foto abaixo é original, tirada no acampamento base, do grupo da Adventures Consultants da expedição em 1996.


Foto tirada em maio de 1996.

Imagem de divulgação do filme.

Sinopse: No ano de 1996, dois grupos de alpinistas liderados por Rob (Jason Clarke) e Scott (Jake Gyllenhaal) se unem na tentativa de escalar o monte Everest, mas uma grande nevasca coloca a vida de todos em risco. Com a esposa grávida (Keira Knightley), Rob é menos aventureiro que Scott, se preocupando com a segurança dos membros de sua equipe. Ele lutará bastante para tentar proteger a todos.
Imagem de divulgação do filme.

Evereste, é um filme que vale a pena assistir no cinema, porém o 3D é dispensável.

Pôster de divulgação do filme,

Pôster de divulgação do filme,